PROGRAMA BALADA DA FADA

sábado, 22 de janeiro de 2022

Tráfico humano, um crime que persiste

*Flávio Crepaldi


Parece um tempo remoto em que os navios cruzavam os oceanos com centenas de seres humanos destinados à escravidão, para serem vendidos como mercadorias. Mas será que isso não ocorre mais? Infelizmente, o Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas da ONU denuncia: o deslocamento de seres humanos para fins de exploração sexual, trabalho escravo e venda de órgãos continua crescendo há mais de uma década.

O principal oceano agora é a internet e muitos são pescados e enganados (phishing) por anúncios de empregos com salários altos e sem exigências de qualificações. Outros são ativamente caçados (hunting) através das redes sociais, a partir de perfis que se enquadrem exatamente no tipo de “mercadoria” buscado para a exploração sexual (maioria de mulheres e meninas) ou para trabalhos forçados (principalmente os homens e meninos).

Mesmo entre profissionais altamente qualificados, dependendo das regras do país e da região do planeta a que se destinam, grandes ofertas podem se tornar verdadeiras armadilhas, como por exemplo: altos ressarcimentos com “vistos” e “emolumentos” gastos pela empresa na contratação; a pressão para se adquirir, através de financiamento, bens de alto valor; e a posterior exigência de modificação do contrato de trabalho para salários inferiores. Tudo isso sob o risco de demissão se não aceitar os novos valores, e de prisão, caso torne-se inadimplente, onde a falta de pagamento se reverte automaticamente em encarceramento, não havendo liberdade de decisão.

O primeiro passo para se combater situações tão infames é a informação. No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem uma comissão para enfrentamento ao tráfico humano que, no biênio de 2022 e 2023, estará focada na orientação sobre o problema através da formação e do diálogo. Iniciativas como essa precisam ser apoiadas localmente por toda a sociedade. Afinal, os dados recolhidos pela ONU em 148 países mostram que a maioria das vítimas é traficada para áreas geograficamente próximas de onde estavam.

Assim, situações de trabalhos precários e acomodações suspeitas, precisam ser denunciadas tanto na zona rural quanto na cidade. Boates, clubes, hotéis ou “casas” com ligações com a prostituição precisam ser fiscalizadas. O tráfico humano se utiliza de várias redes subterrâneas (e, em alguns lugares, na própria superfície) que precisam ser desmanteladas, pois submetem pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social . O empobrecimento, a fome, a falta de perspectiva de emprego e de melhores condições de vida, são os grandes facilitadores para a incidência do tráfico humano e o aumento da violência.

Nesta era de globalização, o olhar local, a responsabilidade e o suporte às nossas próprias comunidades, tem que ser um compromisso assumido por cada um de nós. Não só o de fiscalização e denúncia, mas também de promoção social e com a dignidade humana, aqui, onde estamos.

Por isso, busque informar-se sobre a existência de alguma associação no seu clube, na sua igreja, no seu bairro, ou ligada à escola do seu filho, que promova a distribuição de cestas básicas. Entidades que ajudem na reforma das casas de famílias mais carentes. Que dê suporte a moradores de rua, que sustente casas de recuperação de dependentes químicos. Mãos à obra! É hora de fazer com que o local, a cidade em que você vive, seja um pouco melhor.

É digno de reconhecimento aquele que coloca a mão na consciência e vê que pode ser parte da solução do problema. Melhor ainda, são aqueles que movimentam a mão da consciência para o bolso e investem em soluções práticas que beneficiem aos que ele conhece e, até mesmo, aos que ignora.


*Flávio Crepaldi é colaborador da Fundação João Paulo II/Canção Nova e colunista do Canal Formação, no Portal: cancaonova.com

ZF Aftermarket terá série sobre carros elétricos no Amigo Bom de Peça





A partir da próxima semana o Amigo Bom de Peça iniciará uma série de vídeos sobre carros elétricos
Seguidores terão certificados após acompanharem a série
Conteúdo contará a história dos carros elétricos e apresentará dicas e cuidados com a manutenção

O Programa “Amigo Bom de Peça” plataforma de desenvolvimento e capacitação gratuita da ZF Aftermarket iniciará uma série de cinco vídeos sobre carros elétricos neste mês de janeiro, a partir da próxima semana. “A eletrificação já traz uma nova dinâmica para o setor automotivo como um todo e a ZF é uma das maiores referências globais neste tipo de tecnologia. Essa transformação se reflete também no mercado de reposição e nós da ZF Aftermarket, apoiamos nossos parceiros, mecânicos e oficinas, com o nosso know-how e o melhor conteúdo para esta nova realidade”, afirma Fernanda Giacon, Gerente Sênior de Comunicação, Excelência Comercial, Clientes e Estratégia da ZF América do Sul.

Os vídeos integrarão um novo módulo somente voltado a veículos elétricos e serão veiculados mensalmente, tanto no Canal do Amigo Bom de Peça no YouTube como no portal do programa. Este novo conteúdo contará a história dos carros elétricos, apresentando dicas e cuidados com a manutenção dos veículos.

Para Fernando Martins Rodrigues, Gerente Sênior de Vendas e Serviços, ”o apoio às oficinas através do acesso à informações, treinamentos e suporte on-line, é essencial para que os mecânicos possam ter segurança total com a tecnologia, da mesma forma como já adquiriram com os componentes mais tradicionais. Precisamos acompanhar de perto esta e outras tendências e suportar nossos parceiros em seus negócios para os produtos e serviços de hoje e do amanhã”.

Números do Amigo Bom de Peça

O Programa de treinamento à distância da ZF Aftermarket “Amigo Bom de Peça”, está no ar desde abril de 2017. Próximo de completar cinco anos no mercado, o Programa já atingiu cerca de 116 mil seguidores no Facebook, 22 mil inscritos e entregou 123 mil certificados no Brasil.

O endereço on-line oficial do Programa no Brasil é o www.amigobomdepeca.com.br, enquanto a fanpage é o www.facebook.com/AmigoBomdePeca.

Canal no Youtube : www.youtube.com/c/AmigoBomdePeça

Ao acessá-los, o usuário tem à sua disposição conteúdos diferenciados sobre produtos e aplicações, informações atualizadas sobre novas ações do Programa e todo o suporte que precisa para se tornar um profissional cada vez mais qualificado no mercado de reposição.

Sobre a ZF


A ZF é uma empresa global de tecnologia e fornece sistemas para carros de passeio, veículos comerciais e tecnologia industrial, contribuindo para a próxima geração da mobilidade. A ZF permite que os veículos vejam, pensem e ajam. Por meio dos quatro campos de tecnologia, sendo Controle de Movimento de Veículos, Segurança Integrada, Condução Automatizada e Mobilidade Elétrica, a ZF oferece soluções abrangentes para montadoras de veículos estabelecidas e provedores de serviços de transporte e mobilidade emergentes. A ZF eletrifica uma ampla variedade de veículos. Com seus produtos, a empresa contribui para reduzir as emissões, protegendo o clima e aumentando a segurança na mobilidade.

Com receita de 32,6 bilhões de euros em 2020, a ZF conta com mais de 150.000 colaboradores em aproximadamente 270 localidades em 42 países.

O portfólio de produtos, serviços e soluções de frota no mercado de reposição da ZF se baseia em suas fortes marcas Lemförder, Sachs, TRW e WABCO. Uma ampla oferta de produtos e serviços, soluções avançadas de conectividade para gerenciamento de mobilidade digital e uma rede global de serviços, suportam e aprimoram o desempenho e a eficiência de todos os tipos de veículos ao longo de seu ciclo de vida. O aftermarket da ZF constrói a Próxima Geração do Mercado de Reposição e é o parceiro preferido de frotistas e clientes em todo o mundo.

Para mais informações e fotos, por favor, visite: www.zf.com

domingo, 2 de janeiro de 2022

3 causas da perda auditiva

Conheça alguns problemas de saúde que podem ocasionar essa condição

A perda auditiva é uma condição que afeta mais de 460 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. A mesma fonte ainda afirma que o quadro, até 2050, pode piorar. Isso porque a tendência é que chegue a 900 milhões de pacientes com esse problema de saúde. A perda auditiva afeta severamente a qualidade de vida de uma pessoa, de modo que, uma pessoa surda ou parcialmente surda, deve modificar grandes áreas da sua vida.

“A perda auditiva pode ter várias causas”, explica a Dra. Rita de Cássia Guimarães, otorrinolaringologista especializada em otoneurologia. Para entendermos melhor sobre essa condição, confira 3 das principais causas da perda auditiva.

Presbiacusia

Presbiacusia é uma doença auditiva comum na terceira idade. De acordo com a especialista, “a perda, nesse caso, ocorre de maneira neurossensorial, progressiva e afeta as duas orelhas”. Apesar de ocorrer geralmente na melhor idade, mediante a exposição intensa a ruídos, fones de ouvido frequentemente e a medicamentos tóxicos, a perda auditiva pode ser antecipada.

Perda auditiva induzida por ruído

A julgar pelo tempo de exposição e intensidade do ruído, existem sons que podem prejudicar e muito a saúde auditiva. Rita afirma que os ouvidos têm estruturas complexas delicadas e podem ser facilmente deterioradas de maneira irreversível. Isso porque, quando o som penetra o canal do ouvido, ele provoca vibrações no tímpano e em 3 ossículos que ficam na região: martelo, bigorna e estribo. Essa vibração produz ondulações nos líquidos da orelha interna e estimula as células sensoriais que, por sua vez, estimulam o nervo e as vias de audição até o cérebro. Assim, “dependendo do ruído, as células sensoriais podem ser afetadas, o que provoca a perda auditiva”, explica a médica.

Otosclerose

Uma causa muito comum que combina fatores genéticos e ambientais é a Otosclerose. Assim, caso algum parente ou familiar tenha perda auditiva, é muito comum o problema se manifestar em outras gerações. Isso ocorre porque, “a doença faz com que ocorram alterações no osso estribo (osso localizado dentro do ouvido) ou até mesmo em algumas regiões da cóclea”, alerta Rita. Mais comum em mulheres do que em homem, bem como mais rara em pessoas de pele negra, a Otosclerose normalmente aparece na faixa dos 20 a 30 anos de idade e se torna mais séria quando atinge mulheres gestantes.

Os cuidados com a saúde auditiva são muito escassos atualmente pela sociedade em geral. No entanto, visto que a perda auditiva ocorre geralmente de forma gradual e praticamente imperceptível pelo paciente, é essencial um cuidado especial para essa área do corpo. “Não utilizar cotonetes para limpar o canal auditivo, tampouco o fone de ouvido sempre em volumes muito altos e sem um descanso para as vias auditivas e ainda não se expor frequentemente a altos ruídos, são algumas das atitudes de prevenção que devemos ter”, finaliza a médica.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)

Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR

Blog: http://canaldoouvido.blogspot.com

domingo, 15 de agosto de 2021

Esclerose Múltipla: Os mistérios acerca da doença e os avanços pós diagnostico


Apesar de componentes autoimunes e degenerativos, é possível viver com a doença controlada.


Receber o diagnóstico de uma doença autoimune, crônica e progressiva pode soar assustador para o paciente no primeiro momento, porém, não significa que não seja possível viver bem. Embora a causa do surgimento da Esclerose Múltipla (EM) e consequentemente sua cura sejam desconhecidas, a medicina tem avançado muito nos últimos anos e garantido muito mais qualidade de vida para os portadores da doença.

De acordo com o Dr. Mateus Boaventura, neurologista do Hospital Sírio Libanês e especializado no tratamento de pessoas diagnosticadas com Esclerose Múltipla, os mecanismos principais da doença envolvem a perda da bainha de mielina - um material adiposo que reveste os neurônios- responsável pela condução normal e rápida de mensagens elétricas entre o cérebro e o corpo, além da perda da própria “fibra nervosa” ou axônio, que é o prolongamento do neurônio (mecanismo degenerativo). Essas reações do organismo causam interferências na comunicação entre o corpo e o cérebro. Assim, qualquer sintoma neurológico pode surgir na forma dos chamados “surtos” ou de uma progressão lenta. Infelizmente, ao longo do tempo as lesões podem causar danos irreversíveis em áreas específicas do corpo. Por essa razão, a necessidade de um diagnóstico precoce é fundamental.

Segundo o neurologista, o acesso a informação é de extrema importância para o tratamento e a prevenção de danos mais severos no sistema nervoso. “Veja bem, por se tratar de uma doença crônica, autoimune e progressiva, porém tratável, o quanto antes é descoberta, mais fácil torna-se prevenir o acúmulo de novas lesões e incapacidade neurológica. O problema das formas mais agressivas está no diagnostico tardio” – explica Dr. Mateus.

As campanhas de conscientização são de extrema importância para conhecimento da população. Ao longo do mês de agosto é celebrado o “Agosto Laranja”, uma campanha dedicada à doença, abordando sintomas, diagnóstico precoce, estratégias para melhorar a qualidade de vida, tratamentos, entre outros desafios enfrentados pelos portadores da EM. Algumas pessoas podem não apresentar sintomas por quase toda a vida, enquanto outras lidam com sintomas crônicos graves que nunca desaparecem, por isso a importância da informação para os já diagnosticados, os que não possuem a doença e os que sentem os sintomas e não sabem que são possíveis portadores. “Pode haver um acúmulo de sequelas, se não houver um diagnóstico e tratamento precoce. O diagnóstico envolve uma avaliação detalhada da história dos sintomas, exame neurológico e exames complementares: realização de ressonância magnética, estudo do líquor (punção lombar) e exames laboratoriais para descartar outras doenças – afirma”.

De acordo com o Dr. Mateus Boaventura, cerca de 85% dos casos da doença manifestam-se na forma de surtos que podem durar dias ou até semanas. É importante ressaltar que os sintomas, gravidade e duração dos surtos variam muito de pessoa para pessoa. Entre os sintomas estão embaçamento visual com dor ao mover os olhos, visão dupla, fraqueza e formigamento, comprometimento da coordenação motora, falta de equilíbrio, entre outros por mais de 24h. “Muitas vezes o paciente sente um dos sintomas e procura outras especialidades médicas, que nem sempre identificam a necessidade de uma investigação neurológica. O ideal é que sentindo algum dos sintomas pelo período citado, a pessoa procure auxílio médico, seja diretamente um neurologista, ou sendo encaminhado por outros colegas” – alerta Dr. Mateus.

Apesar da causa desconhecida, acredita-se que a doença seja considerada multifatorial. Diversos estudos sugerem que a EM ocorre em pessoas com uma predisposição genética, em que a interação com fatores ambientais pode desencadear um processo autoimune. Alguns fatores são a falta de Vitamina D, a infecção pelo vírus da mononucleose infecciosa (vírus Epstein Barr), o tabagismo e a obesidade.

Antes de 1993 não havia nenhum tratamento eficaz aprovado. Hoje, felizmente, existem mais de 10 opções de tratamento para frear doença, principalmente em sua forma remitente-recorrente. São desde drogas autoinjetáveis, orais ou venosas. Para a forma primariamente progressiva, existe um tratamento venoso recentemente aprovado, nos últimos 4 anos. Cada opção de tratamento possui um grau de eficácia e um perfil de efeitos adversos. A escolha é individualizada. O objetivo do tratamento é prevenir novos surtos, novas lesões e o acúmulo de incapacidade.

Ainda não existe um controle 100% da doença. Entretanto, após 28 anos da primeira terapia aprovada, a história e o prognóstico de pacientes com esclerose múltipla melhorou significativamente! Felizmente, um grande percentual destes pacientes pode não evoluir mais para incapacidade neurológica importante, e ter uma boa qualidade de vida, caso recebam um diagnóstico e um tratamento precoces.


Sobre Dr. Mateus Boaventura de Oliveira

Médico Neurologista do HC-FMUSP, Hospital Sirio Libanês e H. Albert Eisntein. Realizou fellow clínico e pesquisa em Esclerose Múltipla em Barcelona -Cemcat- Hospital Vall d’Hebron. Possui título de especialista pela Academia Brasileira de Neurologia e é Membro da Academia Americana de Neurologia. Atualmente realiza pesquisas científicas e acompanha diversos pacientes com EM.


O Dr. Mateus Boaventura ainda mantém canais dedicados à disseminação de informações sobre a EM e outras doenças neurológicas de maneira bastante didática.

Para entender melhor sobre a Esclerose Múltipla e conhecer o trabalho do Dr. Mateus Boaventura, acesse:

Instagram: @drmateusboaventura

www.youtube.com/Dr Mateus Boaventura

Facebook: @drmateusboaventura


Reumatologia e Agosto Dourado: planejar o ato de amar

No mês dedicado a amamentação, especialista orienta sobre os cuidados necessários para que mulheres com doenças reumatológicas preparem-se para um dos atos mais importantes que ligam a mãe a um filho.

Agosto Dourado é dedicado à amamentação, porém quando as mulheres estão em tratamento para doenças reumatológicas, é necessário prever alguns cuidados com a saúde da mãe e do bebê.

Diferente do que muitos pensam, o reumatismo não acomete apenas idosos. Muitas doenças como a artrite reumatoide (AR), o Lúpus e a Espondilite Anquilosante ocorrem frequentemente em indivíduos jovens em idade fértil.

Ouvimos frequentemente, “o que esperar, quando se está esperando”, e o universo das pacientes com doença autoimune é muito maior, pois além de entender todo o processo, precisam planejar a gravidez para que esta ocorre sem complicações.

Para que as mulheres possam se programar e tenham informações corretas, a especialista da Cobra Reumatologia, Jaqueline Lopes, fala sobre os principais cuidados e medidas necessárias.

Cada doença tem um perfil diferente na gravidez. Enquanto o Lúpus tende a piorar durante a gestação ou no período pós-parto, a Artrite Reumatóide tende a não agravar e a maioria das mulheres sente-se melhor das dores relacionadas com a doença. Já nas Espondiloartrites os efeitos são variados, mas a tendência também é que melhore com a gestação e piore no período pós-parto.

Algumas medicações devem ser interrompidas antes da paciente engravidar e por vezes, é preciso esperar até 2 anos para se ter uma gravidez segura após a suspensão, como é o caso do leflunomida.

O risco em deixar a doença materna sem tratamento durante o período da gestação ou amamentação deve ser considerado versus o potencial efeito da droga sobre o feto/ recém-nascido.

De uma maneira geral podem ser usados nesse período: Antiinflamatórios não esteroidais (AINEs); Aspirina; Hidroxicloroquina; Sulfassalazina, Azatioprina e Ciclosporina. Em relação aos imunobiológicos alguns já foram liberados para uso durante toda gestação/amamentação enquanto outros são recomendados apenas por um período de tempo determinado.

Atenção: em relação aos Corticoides, depois da dose da medicação, deve ser descartado o leite materno nas primeiras quatro horas; Sulfassalazina (SSZ) pode ser usada apenas por mães de bebês saudáveis.

Contra-indicados: Metotrexato, Talidomida, Ciclofosfamida, Micofenolato Mofetila, Belimumabe e Leflunomida.

As pacientes reumáticas devem seguir as orientações de seus médicos para amamentar ou não o bebê. Tudo depende da medicação que cada uma toma.

Como o relógio da mulher dá as caras bem cedo, a doutora recomenda que mulheres acima de 35 anos com desejo de engravidar, dependendo da doença, sejam avaliadas por um especialista em fertilização e discutam a possibilidade de congelação de óvulos.

Atenção ao SAAF gestacional: a Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo (SAAF) é uma desordem autoimune, caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolipídeos. As consequências na gravidez podem ser: trombose, parto prematuro e aborto espontâneo. é necessário um acompanhamento multiprofissional adequado e, assim, permite que de 70% a 80% das gestantes nessas condições venham a ter uma gravidez segura.

Sobre a Dra. Jaqueline Lopes: Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Mato Grosso (2001), Jaqueline Barros Lopes tem residência em Clínica Médica (HUJM), residência em Reumatologia (FMUSP), é especialista pela Sociedade Brasileira de Reumatologia e tem Doutorado em Reumatologia com ênfase em Osteoporose (FMUSP). Hoje, é diretora cientifica da renomada Cobra Reumatologia.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

O que o cuidado bucal tem a ver com o desempenho de atletas?

Entenda como a saúde bucal interfere na performance dos esportistas





Em tempos de Jogos Olímpicos, ao acompanhar diversas competições com atletas de alto nível de performance, é comum pensar que seu preparo se limita apenas ao condicionamento físico e técnico.

Para um bom rendimento do atleta, o corpo em sua totalidade precisa estar saudável, sendo importante o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Um dos profissionais que integram essa equipe é o cirurgião-dentista.

“A saúde bucal do atleta reflete diretamente na saúde geral que, por sua vez, interfere diretamente em seu rendimento esportivo. Os riscos da não realização de um tratamento odontológico adequado flutua desde doenças respiratórias, comprometimento articular e muscular, dor de dente, dores na articulação temporomandibular, respiração bucal, mastigação inadequada, todos repercutindo sistematicamente no organismo do atleta”, comenta a Dra. Neide Pena Coto, cirurgiã-dentista, presidente da Câmara Técnica de Odontologia do Esporte do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).

A má posição da mandíbula, por exemplo, é capaz de interferir no equilíbrio durante a prática esportiva. A mandíbula é a primeira cintura do nosso corpo. A segunda é a pélvica e a terceira a escapular. Então, se a mandíbula tiver algum tipo de desequilíbrio, consequentemente o corpo buscará compensar, o que a médio e longo prazo, pode causar lesões.

“Quando o atleta não realiza visitas periódicas ao cirurgião-dentista ele também pode ficar suscetível à cárie ou lesões cervicais não cariosas. Outra coisa, caso o atleta não utilize o protetor bucal individualizado (confeccionado por seu cirurgião-dentista) ele fica exposto a choques e colisões podendo fraturar dentes e ossos da face”, exemplifica.

Outro fator relevante que interfere diretamente no desempenho do atleta é a rotina alimentar. “É preciso ter cuidado com a ingestão de suplementos, isotônicos, repositores, e até água com limão, pois podem interferir maleficamente na saúde bucal”.

Odontologia do Esporte

A parceria entre a Odontologia e o esporte já é bastante antiga. O primeiro registro conhecido é de 1890, no Reino Unido, por meio do trabalho do cirurgião-dentista Woolf Krause, que criou um dispositivo à base de substância vegetal, similar ao látex para proteção dos dentes superiores da boca dos boxeadores, chamado de guta-percha.

Em 1913, seu filho Philllp Krause fabricou um protetor bucal, exclusivamente para o boxeador Ted “Kid” Lewis, também com a finalidade de proteção dos tecidos bucais durante o combate, mas com a vantagem de ser reutilizável. O primeiro trabalho relacionado à Odontologia do Esporte no Brasil foi durante a Copa do Mundo de Futebol, na Suécia, em 1958, elaborado pelo então cirurgião-dentista da Seleção Brasileira de Futebol, Dr. Mario Trigo. O Brasil foi o único país que levou um cirurgião-dentista e um psicólogo nesta competição, demonstrando a preocupação em proporcionar uma estrutura completa para seus atletas. Trigo também acompanhou a equipe em 1962, 1966 e 1970.

A Odontologia do Esporte foi reconhecida como uma nova especialidade na Odontologia brasileira em 2015, por meio da Resolução Nº160 do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Sobre o CROSP


O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) é uma autarquia federal dotada de personalidade jurídica e de direito público com a finalidade de fiscalizar e supervisionar a ética profissional em todo o Estado de São Paulo, cabendo-lhe zelar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente. Hoje, o CROSP conta com mais de 145 mil profissionais inscritos. Além dos cirurgiões-dentistas, o CROSP detém competência também para fiscalizar o exercício profissional e a conduta ética dos Técnicos em Prótese Dentária, Técnicos em Saúde Bucal, Auxiliares em Saúde Bucal e Auxiliares em Prótese Dentária. Mais informações: www.crosp.org.br


domingo, 30 de maio de 2021

Campanha do Agasalho da Cruz Vermelha São Paulo começa em 31/5 e terá Ticiane Pinheiro como madrinha da ação pelo segundo ano consecutivo

Cobertores e agasalhos serão arrecadados nos locais de coleta e na sede da CV/SP, assim como alimentos não perecíveis e produtos de higiene pessoal e limpeza, requeridos por conta do agravamento da pandemia

A 13ª edição da Campanha do Agasalho da Cruz Vermelha São Paulo (CV/SP) começa em 31/5 e contará com o carisma da apresentadora Ticiane Pinheiro, madrinha da ação pelo segundo ano consecutivo. Assim como ocorreu em 2020, a campanha terá características especiais para a prevenção contra a Covid-19.

Além de agasalhos e cobertores em bom estado, estão sendo solicitados produtos que possam ajudar as famílias necessitadas durante a pandemia, como itens de higiene pessoal (sabonetes, escovas e pastas de dentes, xampus e condicionadores, álcool em gel e máscaras), alimentos e produtos de limpeza em geral.

"Os itens usados, como roupas e cobertores, ficarão armazenados em uma espécie de "quarentena" até serem encaminhados para as 118 Ongs cadastradas junto à entidade para o recebimento das doações", detalha Bruno Semino, diretor executivo da Cruz Vermelha São Paulo, a respeito dos cuidados adicionais que estão sendo tomados por conta do coronavírus.

Mesmo aliando o trabalho e os cuidados com a família, Ticiane aceitou o convite da CV/SP com alegria e garante que "vestirá o colete" para que a campanha tenha muito sucesso.

"É uma enorme honra ter sido escolhida novamente como madrinha da Campanha do Agasalho 2021. Fazer parte dessa corrente do bem e poder ajudar quem mais precisa, principalmente após o agravamento da pandemia, é algo que me deixa muito feliz. Somente por meio da solidariedade vamos conseguir fazer a diferença na vida de milhares de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social e que tem de enfrentar o frio de São Paulo e, ainda, a Covid-19 e seus reflexos", afirma Ticiane.

O presidente da CV/SP, Jorge Wolney Atalla Jr., destaca a disposição e a determinação da apresentadora em ficar à frente da campanha pelo segundo ano consecutivo. "Sabemos de sua seriedade e comprometimento, além do carisma, que são fatores fundamentais para atrair as doações. Tê-la conosco em 2020 trouxe resultados muito positivos e certamente esse sucesso nas arrecadações se repetirá neste ano. Só temos a agradecer", diz.

Esta é a 13ª campanha promovida pela instituição, que tem a expectativa de conseguir arrecadar mais de 35 toneladas de agasalhos, cobertores e itens de higiene pessoal e limpeza, de modo a beneficiar cerca de 30 mil pessoas que enfrentam a estação mais fria do ano. No ano passado, em meio aos desafios enfrentados por conta da pandemia, as arrecadações totalizaram 31 toneladas e foram distribuídas entre mais de 30 mil pessoas.

A gerente de Projetos Sociais da Cruz Vermelha de São Paulo, Marina Dauar, reconhece que a meta é grandiosa, mas acredita que a generosidade falará mais alto, principalmente com a queda das temperaturas na capital paulista durante o inverno. "Além do cidadão, nosso apelo também está direcionado para as indústrias e empresas que possam colaborar. Toda ajuda é bem-vinda", explica a gerente.

Pontos de coleta - A BBZ Administradora, que conta com mais de 600 condomínios em sua carteira de clientes, disponibilizará centenas de caixas de coleta em edifícios sob sua administração na Capital. Haverá, ainda, pontos de doação em farmácias das redes Droga Raia e Drogasil, além dos Shoppings Iguatemi, JK Iguatemi, Pátio Higienópolis e Market Place, em São Paulo. Para saber onde estão localizados os pontos de arrecadação, basta acessar o https://www.aquecesp.org.br ou checar no próprio site da Cruz Vermelha https://cruzvermelhasp.org.br/agasalho. Todos os itens arrecadados nestes locais serão distribuídos entre as ongs cadastradas junto à entidade.

Kit inverno - O início da Campanha do Agasalho será marcado pela entrega do "Kit inverno" com casaco, cachecol, itens de higiene pessoal e chocolate para moradores de rua do centro de São Paulo, atendidos pela Pastoral do Povo de Rua, coordenada pelo padre Júlio Lancelotti. Essa ação é decorrente de uma arrecadação de 40 toneladas de roupas feita pela GRU Airport, empresa que administra o Aeroporto de Cumbica, e repassada recentemente à Cruz Vermelha São Paulo. A entidade disponibilizará as peças para as ações empreendidas pelo religioso.

Sobre a Cruz Vermelha São Paulo - Fundada em 1912, a Instituição atua como parte de um movimento humanitário mundial em benefício das pessoas em situação de vulnerabilidade ou envolvidas em desastre e situações de risco, como a atual crise sanitária que atinge o País e o mundo. A CV/SP auxilia 118 ONGs e lideranças comunitárias com doações de alimentos, roupas e calçados, além de promover ações nas áreas de saúde, educação e comemorações, como as ações de Páscoa e de Natal. Os interessados podem colaborar acessando o site ou levando as doações diretamente para a entidade, localizada na Avenida Moreira Guimarães, 699, Indianópolis.