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domingo, 9 de fevereiro de 2025

SÃO PAULO: COMEÇA A VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AMARELA

  



Secretaria de Estado da Saúde solicitou 6 milhões de doses para distribuir aos 645 municípios

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) está reforçando a distribuição da vacina contra a febre amarela em todo o território paulista, após registro de casos da doença em humanos e em primatas não humanos. A Pasta está em tratativas com o Ministério da Saúde para receber 6 milhões de doses do imunizante, para atender à população não vacinada, incluindo a região metropolitana, após a confirmação de mais um caso em primata, em fragmento de mata, em Osasco.

“A vacinação é a principal forma de prevenção, por isso, estamos adotando medidas junto aos municípios e, também, iniciando uma campanha de conscientização para que a população não vacinada procure uma unidade de saúde e receba o imunizante”, reforçou Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD/SES).

O órgão federal enviou 300 mil doses do imunizante nesta semana para São Paulo e informou que, até a próxima semana, enviará mais um milhão de doses. Até esta quinta-feira (30/1), o Instituto Adolfo Lutz confirmou oito casos em humanos por febre amarela, sendo um importado de Minas Gerais. Em todos os casos, o paciente não havia tomado a vacina da febre amarela.

O Estado confirmou, ainda, 25 casos de febre amarela em primatas não humanos, sendo 20 em Ribeirão Preto, um em Pinhalzinho, um em Socorro, um em Colina, um em Campinas e um em Osasco.

Desde 2020, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a febre amarela para crianças menores de 5 anos de idade em duas doses: a primeira aos 9 meses e a segunda aos 4 anos. Para pessoas a partir de 5 anos, a vacina é dose única.

A meta é atingir 95% de cobertura vacinal – atualmente, a cobertura do Estado é de 80%.

Casos

Dos oito casos de pacientes confirmados, quatro possuem como local provável de infecção Socorro, dois em Joanópolis, um em Tuiuti, e o caso importado, o local de infecção foi em Itapeva, Minas Gerais. Dos sete casos autóctones do Estado, foram registrados quatro óbitos.

A vacina contra a febre amarela integra o calendário de vacinação e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Estado. A conscientização da população sobre a importância da imunização de rotina é uma medida essencial para prevenir casos graves e proteger a saúde.

A SES ressalta que as ações de vigilância em saúde também foram intensificadas. No Brasil, não há registro da febre amarela urbana desde 1942. Atualmente, a infecção da doença se dá por meio de mosquitos silvestres que vivem em zonas de mata.

No ano passado, foram registrados dois casos humanos de febre amarela no estado de São Paulo: um autóctone e outro importado, que resultou em óbito.

Os sintomas iniciais da febre amarela são:Início súbito de febre;
Calafrios;
Dor de cabeça intensa;
Dores nas costas;
Dores no corpo em geral;
Náuseas e vômitos;
Fadiga;
Fraqueza.

A SES destaca que os macacos não transmitem a doença, já que a transmissão do vírus se dá pela picada de mosquito silvestre infectado. Caso alguém identifique macacos mortos na região onde vive ou está, deve informar imediatamente às autoridades sanitárias do município, de preferência, diretamente para a vigilância ou controle de zoonoses.


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domingo, 2 de janeiro de 2022

3 causas da perda auditiva

Conheça alguns problemas de saúde que podem ocasionar essa condição

A perda auditiva é uma condição que afeta mais de 460 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. A mesma fonte ainda afirma que o quadro, até 2050, pode piorar. Isso porque a tendência é que chegue a 900 milhões de pacientes com esse problema de saúde. A perda auditiva afeta severamente a qualidade de vida de uma pessoa, de modo que, uma pessoa surda ou parcialmente surda, deve modificar grandes áreas da sua vida.

“A perda auditiva pode ter várias causas”, explica a Dra. Rita de Cássia Guimarães, otorrinolaringologista especializada em otoneurologia. Para entendermos melhor sobre essa condição, confira 3 das principais causas da perda auditiva.

Presbiacusia

Presbiacusia é uma doença auditiva comum na terceira idade. De acordo com a especialista, “a perda, nesse caso, ocorre de maneira neurossensorial, progressiva e afeta as duas orelhas”. Apesar de ocorrer geralmente na melhor idade, mediante a exposição intensa a ruídos, fones de ouvido frequentemente e a medicamentos tóxicos, a perda auditiva pode ser antecipada.

Perda auditiva induzida por ruído

A julgar pelo tempo de exposição e intensidade do ruído, existem sons que podem prejudicar e muito a saúde auditiva. Rita afirma que os ouvidos têm estruturas complexas delicadas e podem ser facilmente deterioradas de maneira irreversível. Isso porque, quando o som penetra o canal do ouvido, ele provoca vibrações no tímpano e em 3 ossículos que ficam na região: martelo, bigorna e estribo. Essa vibração produz ondulações nos líquidos da orelha interna e estimula as células sensoriais que, por sua vez, estimulam o nervo e as vias de audição até o cérebro. Assim, “dependendo do ruído, as células sensoriais podem ser afetadas, o que provoca a perda auditiva”, explica a médica.

Otosclerose

Uma causa muito comum que combina fatores genéticos e ambientais é a Otosclerose. Assim, caso algum parente ou familiar tenha perda auditiva, é muito comum o problema se manifestar em outras gerações. Isso ocorre porque, “a doença faz com que ocorram alterações no osso estribo (osso localizado dentro do ouvido) ou até mesmo em algumas regiões da cóclea”, alerta Rita. Mais comum em mulheres do que em homem, bem como mais rara em pessoas de pele negra, a Otosclerose normalmente aparece na faixa dos 20 a 30 anos de idade e se torna mais séria quando atinge mulheres gestantes.

Os cuidados com a saúde auditiva são muito escassos atualmente pela sociedade em geral. No entanto, visto que a perda auditiva ocorre geralmente de forma gradual e praticamente imperceptível pelo paciente, é essencial um cuidado especial para essa área do corpo. “Não utilizar cotonetes para limpar o canal auditivo, tampouco o fone de ouvido sempre em volumes muito altos e sem um descanso para as vias auditivas e ainda não se expor frequentemente a altos ruídos, são algumas das atitudes de prevenção que devemos ter”, finaliza a médica.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)

Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR

Blog: http://canaldoouvido.blogspot.com

domingo, 15 de agosto de 2021

Esclerose Múltipla: Os mistérios acerca da doença e os avanços pós diagnostico


Apesar de componentes autoimunes e degenerativos, é possível viver com a doença controlada.


Receber o diagnóstico de uma doença autoimune, crônica e progressiva pode soar assustador para o paciente no primeiro momento, porém, não significa que não seja possível viver bem. Embora a causa do surgimento da Esclerose Múltipla (EM) e consequentemente sua cura sejam desconhecidas, a medicina tem avançado muito nos últimos anos e garantido muito mais qualidade de vida para os portadores da doença.

De acordo com o Dr. Mateus Boaventura, neurologista do Hospital Sírio Libanês e especializado no tratamento de pessoas diagnosticadas com Esclerose Múltipla, os mecanismos principais da doença envolvem a perda da bainha de mielina - um material adiposo que reveste os neurônios- responsável pela condução normal e rápida de mensagens elétricas entre o cérebro e o corpo, além da perda da própria “fibra nervosa” ou axônio, que é o prolongamento do neurônio (mecanismo degenerativo). Essas reações do organismo causam interferências na comunicação entre o corpo e o cérebro. Assim, qualquer sintoma neurológico pode surgir na forma dos chamados “surtos” ou de uma progressão lenta. Infelizmente, ao longo do tempo as lesões podem causar danos irreversíveis em áreas específicas do corpo. Por essa razão, a necessidade de um diagnóstico precoce é fundamental.

Segundo o neurologista, o acesso a informação é de extrema importância para o tratamento e a prevenção de danos mais severos no sistema nervoso. “Veja bem, por se tratar de uma doença crônica, autoimune e progressiva, porém tratável, o quanto antes é descoberta, mais fácil torna-se prevenir o acúmulo de novas lesões e incapacidade neurológica. O problema das formas mais agressivas está no diagnostico tardio” – explica Dr. Mateus.

As campanhas de conscientização são de extrema importância para conhecimento da população. Ao longo do mês de agosto é celebrado o “Agosto Laranja”, uma campanha dedicada à doença, abordando sintomas, diagnóstico precoce, estratégias para melhorar a qualidade de vida, tratamentos, entre outros desafios enfrentados pelos portadores da EM. Algumas pessoas podem não apresentar sintomas por quase toda a vida, enquanto outras lidam com sintomas crônicos graves que nunca desaparecem, por isso a importância da informação para os já diagnosticados, os que não possuem a doença e os que sentem os sintomas e não sabem que são possíveis portadores. “Pode haver um acúmulo de sequelas, se não houver um diagnóstico e tratamento precoce. O diagnóstico envolve uma avaliação detalhada da história dos sintomas, exame neurológico e exames complementares: realização de ressonância magnética, estudo do líquor (punção lombar) e exames laboratoriais para descartar outras doenças – afirma”.

De acordo com o Dr. Mateus Boaventura, cerca de 85% dos casos da doença manifestam-se na forma de surtos que podem durar dias ou até semanas. É importante ressaltar que os sintomas, gravidade e duração dos surtos variam muito de pessoa para pessoa. Entre os sintomas estão embaçamento visual com dor ao mover os olhos, visão dupla, fraqueza e formigamento, comprometimento da coordenação motora, falta de equilíbrio, entre outros por mais de 24h. “Muitas vezes o paciente sente um dos sintomas e procura outras especialidades médicas, que nem sempre identificam a necessidade de uma investigação neurológica. O ideal é que sentindo algum dos sintomas pelo período citado, a pessoa procure auxílio médico, seja diretamente um neurologista, ou sendo encaminhado por outros colegas” – alerta Dr. Mateus.

Apesar da causa desconhecida, acredita-se que a doença seja considerada multifatorial. Diversos estudos sugerem que a EM ocorre em pessoas com uma predisposição genética, em que a interação com fatores ambientais pode desencadear um processo autoimune. Alguns fatores são a falta de Vitamina D, a infecção pelo vírus da mononucleose infecciosa (vírus Epstein Barr), o tabagismo e a obesidade.

Antes de 1993 não havia nenhum tratamento eficaz aprovado. Hoje, felizmente, existem mais de 10 opções de tratamento para frear doença, principalmente em sua forma remitente-recorrente. São desde drogas autoinjetáveis, orais ou venosas. Para a forma primariamente progressiva, existe um tratamento venoso recentemente aprovado, nos últimos 4 anos. Cada opção de tratamento possui um grau de eficácia e um perfil de efeitos adversos. A escolha é individualizada. O objetivo do tratamento é prevenir novos surtos, novas lesões e o acúmulo de incapacidade.

Ainda não existe um controle 100% da doença. Entretanto, após 28 anos da primeira terapia aprovada, a história e o prognóstico de pacientes com esclerose múltipla melhorou significativamente! Felizmente, um grande percentual destes pacientes pode não evoluir mais para incapacidade neurológica importante, e ter uma boa qualidade de vida, caso recebam um diagnóstico e um tratamento precoces.


Sobre Dr. Mateus Boaventura de Oliveira

Médico Neurologista do HC-FMUSP, Hospital Sirio Libanês e H. Albert Eisntein. Realizou fellow clínico e pesquisa em Esclerose Múltipla em Barcelona -Cemcat- Hospital Vall d’Hebron. Possui título de especialista pela Academia Brasileira de Neurologia e é Membro da Academia Americana de Neurologia. Atualmente realiza pesquisas científicas e acompanha diversos pacientes com EM.


O Dr. Mateus Boaventura ainda mantém canais dedicados à disseminação de informações sobre a EM e outras doenças neurológicas de maneira bastante didática.

Para entender melhor sobre a Esclerose Múltipla e conhecer o trabalho do Dr. Mateus Boaventura, acesse:

Instagram: @drmateusboaventura

www.youtube.com/Dr Mateus Boaventura

Facebook: @drmateusboaventura


Reumatologia e Agosto Dourado: planejar o ato de amar

No mês dedicado a amamentação, especialista orienta sobre os cuidados necessários para que mulheres com doenças reumatológicas preparem-se para um dos atos mais importantes que ligam a mãe a um filho.

Agosto Dourado é dedicado à amamentação, porém quando as mulheres estão em tratamento para doenças reumatológicas, é necessário prever alguns cuidados com a saúde da mãe e do bebê.

Diferente do que muitos pensam, o reumatismo não acomete apenas idosos. Muitas doenças como a artrite reumatoide (AR), o Lúpus e a Espondilite Anquilosante ocorrem frequentemente em indivíduos jovens em idade fértil.

Ouvimos frequentemente, “o que esperar, quando se está esperando”, e o universo das pacientes com doença autoimune é muito maior, pois além de entender todo o processo, precisam planejar a gravidez para que esta ocorre sem complicações.

Para que as mulheres possam se programar e tenham informações corretas, a especialista da Cobra Reumatologia, Jaqueline Lopes, fala sobre os principais cuidados e medidas necessárias.

Cada doença tem um perfil diferente na gravidez. Enquanto o Lúpus tende a piorar durante a gestação ou no período pós-parto, a Artrite Reumatóide tende a não agravar e a maioria das mulheres sente-se melhor das dores relacionadas com a doença. Já nas Espondiloartrites os efeitos são variados, mas a tendência também é que melhore com a gestação e piore no período pós-parto.

Algumas medicações devem ser interrompidas antes da paciente engravidar e por vezes, é preciso esperar até 2 anos para se ter uma gravidez segura após a suspensão, como é o caso do leflunomida.

O risco em deixar a doença materna sem tratamento durante o período da gestação ou amamentação deve ser considerado versus o potencial efeito da droga sobre o feto/ recém-nascido.

De uma maneira geral podem ser usados nesse período: Antiinflamatórios não esteroidais (AINEs); Aspirina; Hidroxicloroquina; Sulfassalazina, Azatioprina e Ciclosporina. Em relação aos imunobiológicos alguns já foram liberados para uso durante toda gestação/amamentação enquanto outros são recomendados apenas por um período de tempo determinado.

Atenção: em relação aos Corticoides, depois da dose da medicação, deve ser descartado o leite materno nas primeiras quatro horas; Sulfassalazina (SSZ) pode ser usada apenas por mães de bebês saudáveis.

Contra-indicados: Metotrexato, Talidomida, Ciclofosfamida, Micofenolato Mofetila, Belimumabe e Leflunomida.

As pacientes reumáticas devem seguir as orientações de seus médicos para amamentar ou não o bebê. Tudo depende da medicação que cada uma toma.

Como o relógio da mulher dá as caras bem cedo, a doutora recomenda que mulheres acima de 35 anos com desejo de engravidar, dependendo da doença, sejam avaliadas por um especialista em fertilização e discutam a possibilidade de congelação de óvulos.

Atenção ao SAAF gestacional: a Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo (SAAF) é uma desordem autoimune, caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolipídeos. As consequências na gravidez podem ser: trombose, parto prematuro e aborto espontâneo. é necessário um acompanhamento multiprofissional adequado e, assim, permite que de 70% a 80% das gestantes nessas condições venham a ter uma gravidez segura.

Sobre a Dra. Jaqueline Lopes: Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Mato Grosso (2001), Jaqueline Barros Lopes tem residência em Clínica Médica (HUJM), residência em Reumatologia (FMUSP), é especialista pela Sociedade Brasileira de Reumatologia e tem Doutorado em Reumatologia com ênfase em Osteoporose (FMUSP). Hoje, é diretora cientifica da renomada Cobra Reumatologia.

domingo, 4 de outubro de 2020

Retorno ao trabalho: Como prestar assistência à saúde mental dos funcionários?



Psicoterapeuta Sabrina Amaral explica como lidar com os impactos emocionais, gerados pela Covid-19, dentro das empresas


A Revista Brasileira de Psiquiatria publicou um estudo que foi replicado pela revista Debates e que revela que o número de pessoas afetadas psicologicamente pela pandemia tende a ser maior do que o número de infectados com Coronavírus. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde destacam que até o início do mês de setembro foram notificados mais de 4 milhões de casos de Covid-19 só no Brasil, o que, seguindo-se a lógica do estudo demonstra que há um número possivelmente maior de pessoas com sequelas emocionais como: depressão, ansiedade, pânico, transtorno de estresse pós-traumático, entre outras questões relacionadas à saúde mental do que o número de pessoas infectadas com o novo Coronavírus.

Se considerarmos os familiares e as outras pessoas que fazem parte do rol de relacionamento dos infectados, esse número aumenta exponencialmente, como mostra pesquisa publicada na revista científica The Lancet sobre como as sequelas emocionais da pandemia permanecerão por anos, mesmo depois que for descoberta uma vacina.

Para a psicoterapeuta Sabrina Amaral, da Epopéia Desenvolvimento Humano, esses dados corroboram muito para comprovar a relevância do tema saúde emocional no universo corporativo. “Quando um funcionário retorna ao trabalho apresentando sintomas de febre e indisposição, qual o procedimento em tempos de Covid-19? Certamente encaminhá-lo para avaliação de um médico e afastá-lo imediatamente de suas atividades. Mas, será que, se este mesmo funcionário se queixasse de sentimentos de angústia, medo e ansiedade, o cenário seria o mesmo? É algo sobre o qual precisamos refletir”, destaca a especialista.

Mesmo antes da pandemia, o Brasil já era considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um dos países mais ansiosos do mundo. Só em 2019 mais de 18,6 milhões de brasileiros foram diagnosticados com esse transtorno, o que equivale a 9,3% da população. Além de ser ela a responsável por 25% dos casos de afastamento nas empresas, o que custou ao INSS mais R$ 85 bilhões só no ano de 2017. “Em meio ao drama da Covid-19, números assim tendem a avançar exponencialmente”, ressalta a psicoterapeuta.

O impacto para as empresas vai além dos indicadores de turnover, absenteísmo e afastamentos. “Imagine um líder de equipe que é afetado por problemas emocionais, certamente toda a equipe acabará sendo direta ou indiretamente impactada. Ou então, alguém que tenha uma posição altamente estratégica para os resultados da empresa dificilmente estará funcional para ter a mesma performance e tomar as melhores decisões em sua função”, diz Sabrina, que completa: “Somemos a isso fatores como: ambiente de trabalho, motivação das pessoas e ambiência organizacional; o impacto a curto e médio prazo é grande”.

Em um estudo, conduzido pela World Health Organization, percebeu-se que ansiedade e depressão custam uma média de US$ 1 trilhão na economia mundial. Por outro lado, para cada 1 dólar investido em ações que promovem melhorias na saúde e bem-estar mental dos colaboradores são percebidos 4 dólares em ganhos com o aumento da produtividade.

O que fazer?

Mas como lidar com essas questões na retomada dos trabalhos presenciais? A especialista sugere que as empresas tenham a psicologia organizacional e a medicina do trabalho como suas maiores aliadas e elenca três diferentes níveis de profundidade para promover estas intervenções.

Implantação de medidas para redução do estresse e sequelas do isolamento social;
Avaliações estratégias para enfrentar e eliminar os impactos;
Ações eficazes para prevenir novos casos e garantir a saúde mental dos colaboradores a longo prazo.
Independentemente do nível escolhido, as ações aplicadas devem promover práticas de acolhimento, espaço para escuta, iniciativas de acompanhamento do funcionário no aparecimento e evolução de sintomas emocionais até que esteja funcional novamente.

É importante acompanhar os trabalhadores que retomam as atividades para ver se apresentam sinais de transtorno, ainda que leves. “Entenda que esses sinais são como os primeiros sintomas de febre que se manifestam antes de uma grande infecção e quanto antes eles forem tratados, melhor para todos. O nível de intervenção poderá ser definido caso a caso dependendo da função, atividades e impactos para a empresa”, destaca.

Ainda segundo Sabrina, o que não falta aos profissionais de gestão de pessoas é vontade de fazer a diferença para suas equipes, por isso, é preciso avaliar questões de orçamento, cultura da organização, perfil da liderança, entre outros. Pensando nisso, a especialista elaborou um e-book com dicas que poderão servir de inspiração para os gestores ou até mesmo serem colocadas em prática pelas empresas.

Sabrina Amaral

A psicoterapeuta Sabrina Amaral acredita na transformação do ser humano e, após uma vivência de duas décadas na gestão de processos de RH, fundou a Epopéia Desenvolvimento Humano que se propõe a levar à tona o que o cliente tem de melhor com o intuito de ajudá-lo no processo de se tornar pleno, inteiro e feliz.

Linkedin epopeia-coaching l Facebook/Instagram epopeia.com.br l Site: www.epopeia.com.br



domingo, 19 de julho de 2020

ANVISA INFORMA NOVAS REGRAS PARA FORNECEDORES DE ALIMENTOS



Não existem evidências de contaminação pelo novo coronavírus por meio de alimentos, no entanto, é preciso ter muita atenção com a segurança daqueles que os produzem, bem como seus ambientes de trabalho. Assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou as orientações para empresas do setor no que diz respeito às boas práticas de fabricação e manipulação de produtos alimentícios durante a pandemia.

As medidas, que visam proteger tanto os empregados quanto os consumidores, estão presentes em três notas técnicas: a nota técnica 47/2020, sobre uso de luvas e máscaras nos estabelecimentos; a nota técnica 48/2020, sobre boas práticas de fabricação, acrescentando e reforçando medidas para a adequada manipulação dos alimentos; e a nota técnica 49/2020, que traz recomendações para os serviços de alimentação com atendimento ao cliente.

Os parâmetros reforçados pela Anvisa têm foco na higiene e a qualidade em toda a cadeia do processamento. O fortalecimento das boas práticas pode adicionalmente contribuir para diminuir a transmissão direta da Covid-19 de pessoa a pessoa no ambiente de produção, garantindo maior segurança no ambiente de trabalho no momento em que o Brasil ainda vive estado grave de pandemia.
Atenção com o empregado

A empresa deve traçar estratégias para a rápida identificação de casos suspeitos entre seus empregados, de modo a impedir a transmissão no ambiente de trabalho. Os funcionários devem ser instruídos a comunicar imediatamente qualquer suspeita, para que possam ser afastados das atividades e cumprirem as recomendações das autoridades de saúde.

Outra recomendação é aumentar o espaço físico no ambiente de trabalho. O risco de um colaborador transmitir o vírus para outro depende da distância entre eles, da duração da exposição e da eficácia das práticas de higiene adotadas. Assim, a recomendação da Anvisa é de que o espaçamento físico entre os funcionários seja de, pelo menos, um metro de distância. Também é aconselhável fazer uma maior divisão dos turnos de trabalho.

José Raimundo é dono de um Empório em Aracaju e trabalha com panificação, um ramo que não parou durante a pandemia. O empresário conta que precisou fazer diversas adequações no ambiente de trabalho para proteger seus funcionários e garantir a entrega dos produtos.

“Em relação aos funcionários, tem o uso obrigatório de máscara, foi disponibilizado recipientes de álcool na área de produção, isolei a área de convivência e no refeitório só ficam dois funcionários por horário. A cada 15 minutos, são dois funcionários”, explica José Raimundo.

O empresário diz que todos do ramo alimentício acabaram aprendendo com a adversidade e precisam se preparar para conviver com elas por bastante tempo ainda. “É uma questão de adaptação. Todo mundo teve de se adaptar para encarar essa nova realidade”, aponta.




Limpeza constante

A Anvisa reforçou a importância da limpeza das mãos no ambiente de trabalho como uma das estratégias para reduzir o risco de transmissão e de contaminação pelo novo coronavírus. Todos os funcionários devem lavar cuidadosa e frequentemente as mãos, principalmente após tossir, espirrar, coçar ou assoar o nariz, coçar os olhos ou tocar na boca, preparar alimentos crus, como carne, vegetais e frutas, manusear celular, dinheiro, lixo, chaves, maçanetas, entre outros objetos, ir ao sanitário e após retornar dos intervalos.

A limpeza e desinfecção do ambiente também devem ser frequentes e sistematizadas. A recomendação é de que a empresa aperfeiçoe suas rotinas de limpeza, bem como a frequência. É necessário ficar atento não apenas com superfícies, mas com equipamentos e utensílios que entram em contato direto com o alimento. Banheiros, vestiários, vias de acesso, maçanetas das portas e corrimãos devem ter atenção redobrada.

Outra atenção é com o transporte de alimentos e suas matérias-primas, que também devem obedecer às boas práticas orientadas pela Anvisa. A recomendação é de que se faça a higienização dos transportes, para garantir a saúde e proteção dos colaboradores envolvidos nessa etapa.
Equipamentos de proteção

O principal aspecto abordado em uma das notas técnicas da Anvisa é o uso de luvas e máscaras por parte dos empregados dos estabelecimentos que trabalham com alimentação. A publicação lembra que nos restaurantes, lanchonetes e indústrias de alimentos o uso de luvas descartáveis não é uma exigência e não isenta o manipulador da lavagem das mãos.

As luvas passam uma falsa sensação de segurança, assim, as pessoas acabam negligenciando a constante lavagem das mãos. É preciso ficar atento, por exemplo, com outras atividades que podem ser feitas com a mesma luva que foi utilizada para preparar alimentos, como por exemplo manipular dinheiro ou fazer limpeza do balcão.

Em relação às máscaras, é possível o uso de produto caseiro, desde que confeccionado com material adequado, como algodão, usado de forma apropriada, trocado com frequência e, se reutilizado, deve ser previamente higienizado.

A frequência de troca da máscara deve considerar uma série de fatores, incluindo a extensão da jornada de trabalho e o tipo de atividade desenvolvida pelo funcionário. De maneira geral, recomenda-se a troca a cada 2 ou 3 horas de uso.

Hemerson Luz, infectologista, explica que as regras que estão sendo impostas devem ser seguidas com rigor para que essas atividades continuem ocorrendo. Segundo o especialista, os funcionários devem aprender como ocorre a transmissão do coronavírus, saber reconhecer os sintomas, inclusive alguns que até pouco tempo não eram citados, como a perda do olfato e do paladar, e ficar atento a detalhes que muitas vezes passam despercebido, como o trajeto até a empresa.

“Aqueles funcionários que pegam transporte público para chegar ao trabalho devem ser orientados a trocar de roupa, para quando chegar ao posto não usar a mesma vestimenta que foi utilizada no transporte público”, explica Hermerson.

Segundo o infectologista, tanto os empresários quanto os funcionários devem ficar atentos aos cuidados não só agora, no pico da pandemia, como também nos próximos meses, quando podem surgir focos isolados do novo coronavírus.

“Temos que considerar que o vírus ainda está circulando no nosso meio e o que se espera mais à frente, em uma fase mais avançada, é que apareçam focos de infecção em locais específicos, em escritórios e empresas, por exemplo. E nestes casos, medidas de isolamentos dessas áreas devem ser implementadas”, ressalta.

Conheça os tipos de máscaras e como cuidar corretamente da sua durante a pandemia de Covid-19

Portaria define medidas de prevenção da Covid-19 em frigoríficos e indústrias de laticínios
Vigilância

As normas que devem ser seguidas pelos estabelecimentos que manipulam alimentos são fiscalizadas pelos departamentos de Vigilância Sanitária de cada município, que neste momento de pandemia, além das inspeções de rotina, em datas programadas, também observam as orientações das boas práticas para evitar maiores problemas de contágio.

Denilda Santana, coordenadora da Vigilância Sanitária de Aracaju, conta que os estabelecimentos são sempre orientados quanto as novas diretrizes e são passíveis de notificação caso haja descumprimento. A coordenadora lembra que o sistema de delivery aumentou bastante neste momento de pandemia e que o setor deve estar atento a cuidados específicos.

“As entregas devem ser cobertas com embalagens que possam ser higienizadas, para que o cliente possa proceder com esse procedimento e diminuir a proliferação do vírus”, destaca.

Denilda explica que a Vigilância trabalha em conjunto com o consumidor, ou seja, as próprias pessoas devem fazer, também, a inspeção dos estabelecimentos, verificando se os funcionários estão cumprindo com as orientações. Caso não estejam, os consumidores podem fazer a denúncia por meio da ouvidoria da Secretaria de Saúde do município ou até mesmo diretamente com a vigilância sanitária, que de posse do alerta, verifica o local indicado.


Fonte: Brasil 61


sábado, 2 de maio de 2020

Empatia em momentos de crise financeira


Esqueça os julgamentos e foque em como pode ajudar


Em momentos em que o medo reina, é preciso ter empatia pelos que estão a sua volta. A recente quarentena para reduzir a propagação da Covid-19 está causando grandes impactos na vida da população, principalmente trabalhadores.

“Muitas empresas estão mandando funcionários embora, visto que o trabalho não pode ser feito e não há como manter o normal funcionamento com o decreto de que todos devem permanecer em casa”, afirma Madalena Feliciano, gestora de carreira e CEO da Outliers Careers e IPCoaching.

Nesse momento, é preciso ter empatia tanto com os que estão em casa quanto com quem não pode parar de trabalhar para sustentar sua família, pois não é possível saber quanto tempo a situação de crise irá durar e a maioria não pode contar com a sorte.

Basta se colocar no lugar do próximo, evitando julgamentos e conselhos genéricos. Entender que nem todos tem a opção de largar toda a sua vida por medo de se contaminar é o primeiro passo.

A resposta que mais envolve empatia, para as empresas, é oferecer a opção de trabalho home office, a fim de respeitar as regras de quarentena e manter os empregos.

“Com adaptações e empatia de ambos os lados, é possível manter a questão financeira sob controle! Foque-se em cuidar de si mesmo e da sua família sem se deixar levar pelo desespero”, finaliza Madalena.

domingo, 5 de abril de 2020

O IMPACTO DO CONFINAMENTO SOBRE A SAÚDE


Dra. Simone Neri - dermatologista e membro do corpo clínico da Rede D’Or*


É certo que a situação de confinamento pode ser útil e até mesmo uma questão de sobrevivência em tempos de Covid-19. Mas avaliar o impacto sobre a saúde física e mental da população torna-se imperativo. Estudos em animais, como em gado bovino, demonstrou que animais em situação de confinamento sofrem violação de seu espaço gerando aumento da agressividade causando impacto do desempenho individual, além do surgimento de distúrbios comportamentais.

Para tentar minimizar e até mesmo tratar precocemente as sequelas físicas desse período de mudança brusca de estilo de vida, proponho uma visão mais abrangente da saúde.

Sabemos que toda situação de estresse emocional, e entenda-se ai a pressão psicológica da incerteza do contagio por um vírus até então sem um tratamento efetivo apesar dos diversos protocolos em andamento, pode desencadear alterações orgânicas que variam de pessoa a pessoa, além do próprio confinamento em si, que pode gerar situações de conflitos familiares.

No final do século passado, Louis Pasteur demonstrou num estudo pioneiro a correlação da alteração do sistema imunológico em um grupo de animais submetidos a uma situação de estresse extremo. Ele provou nesse trabalho, que galinhas expostas ao estresse apresentavam maior susceptibilidade a infecções bacterianas quando comparadas as galinhas livres.

De lá para cá, milhares de estudos tem sido contundentes em comprovar que inúmeras doenças podem ser agravadas ou até mesmo desencadeadas em situações de estresse como patologias de origem cardiovascular (infarto, derrame), metabólica (diabetes) gastrointestinal (úlceras e colite), infecciosa (herpes, gripes, infecções cutâneas bacterianas), câncer, além de doenças mentais como depressão entre outras. De acordo com a OMS, o estresse afeta mais de 90% da população mundial, não sendo sequer considerada uma patologia em si, mas sim, um fator de adaptação e proteção do corpo contra agressões externas.

Ao sermos submetidos a uma situação de estresse o corpo responde com uma reação em cadeia que pode ser dividida em três partes:

1 - Alarme - comparando a um leitor de código de barra, o corpo rastreia essa informação e ativa o sistema neuroendócrino que, em resposta, libera substâncias numa cascata fisiológica resultando na liberação dos hormônios do estresse: a adrenalina e o cortisol, que aceleram o batimento cardíaco, dilatam as pupila, aumentam a sudorese e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão, contraem o baço estimulando-o a inundar a circulação sanguínea com células novas a fim de oxigenar melhor os órgãos. Enfim, uma reação que possibilita o ser humano a se preparar para a "batalha" que está por vir, passando assim para a segunda fase.

2 - Adaptação - nesse ponto, é feita uma "nova leitura" e reconhecido dos estragos causados. O corpo se prepara para adaptar esses hormônios a níveis fisiológicos novamente e tudo volta ao normal. Porém, se o estímulo agressor permanecer, pode levar o corpo ao terceiro estágio.

3 – Exaustão - onde as alterações biológicas entram em esgotamento com déficit das reservas de energia, podendo levar a condições de agravamento de doenças pré-existentes ou o surgimento de doenças agudas, e o corpo por si só não é capaz de dar um re-start.

O estresse agudo, repetido inúmeras vezes pode, por essa razão, trazer consequências desagradáveis, incluindo disfunção das defesas imunológicas. Mas então, o que fazer num momento onde o stress é a palavra de ordem e o confinamento é uma questão de sobrevivência?


Talvez não exista uma resposta única e sim, muitas:

1- Procure levar uma rotina dentro da quarentena com horários que sejam dedicados a atividades físicas como limpeza da casa, cuidados com as plantas, pequenas tarefas manuais;

2- Cuide da alimentação de forma tranquila, sem mudanças bruscas como dietas restritivas rigorosas ou ingestão desordenada de calorias, afinal, o equilíbrio é o melhor caminho;

3- Pratique ações positivas como leitura, música, ou filmes que melhoram seu astral. Evite notícias de pânico e redes sociais que lhe coloquem em situações de contrariedade;

4- Assim que acabar o isolamento obrigatório passe em consulta com um médico de sua confiança para avaliar sua saúde global, para que os danos do confinamento sejam os menores possíveis.

Sobre a Dra. Simone Neri - CRM 80.919 - Possui 25 anos de formação em Clínica Médica e em Dermatologia é membro do corpo clínico da Rede D’Or. É médica plantonista do Pronto Socorro do Hospital São Luiz e, também, atende em consultórios próprios nas cidades de São Paulo e Osasco. Central de agendamentos 11 2576 1770 e WhatsApp 11 93093 4122.

sábado, 4 de abril de 2020

COVID 19 - MINISTÉRIO DA SAÚDE ADQUIRE 15 MIL RESPIRADORES


Aparelho chega ao Brasil nas próximas semanas e vai auxiliar no tratamento de pacientes graves. Investimento é de R$ 1 bilhão

O Ministério da Saúde adquiriu 15 mil respiradores mecânicos, no valor de US$ 13 mil cada, com investimento de R$ 1 bilhão. Após a assinatura do contrato, no final de março, a empresa tem até 30 dias para entregar os equipamentos no Brasil. Os ventiladores ajudam pacientes que não conseguem respirar sozinhos e seu uso é indicado nos casos graves de coronavírus (Covid-19), que apresentam dificuldades respiratórias. O Ministério da Saúde também tem mantido diálogo permanente com produtores brasileiros de respiradores para garantir a oferta no país.

“Também temos produção nacional. Contratamos respiradores que vão ser produzidos no Brasil. Essas empresas vão começar a fazer entregas semanais. Vamos ficar com esses respiradores no nosso centro de distribuição e o alocaremos rapidamente nos locais que tiverem necessidade porque a capacidade instalada chegou perto do seu limite. Se houver diminuição de pacientes nestes locais, poderemos transferir os equipamentos de um local para o outro, na medida em que for necessário", explicou o Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

Nos casos graves, a Covid-19 pode provocar pneumonia, produzindo um processo inflamatório que atinge os pulmões, fazendo com que os pacientes percam a capacidade respiratória e, portanto, necessitando de suporte ventilatório. Assim, os respiradores, ou ventiladores, são fundamentais para tratar casos graves e gravíssimos da doença. Normalmente, esses equipamentos estão disponíveis apenas em leitos de unidades de terapia intensiva (UTI).

Atualmente, o Brasil possui cerca de 65 mil respiradores, sendo que pouco mais de 46 mil estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde está adquirindo ainda leitos de UTI volantes, que podem ser instalados rapidamente na rede pública de saúde para enfrentamento da emergência do coronavírus sempre que houver necessidade. Nestes leitos, estão incluídos mais respiradores para ajudar na recuperação de pacientes.

#saúdepúblicaemcrise

sábado, 22 de setembro de 2018

Cloro, o regulador dos líquidos do organismo humano


Entre as funções do cloro está o controle do pH do organismo humano

Essencial para a saúde do ser humano, o cloro desempenha funções vitais como por exemplo, regular os fluidos, função que executa associado ao sódio e ao potássio. O mineral também controla o pH do organismo, equilibrando os níveis de acidez. A deficiência de cloro no corpo humano causa problemas digestivos, nos dentes, contraturas musculares e perda de cabelo.

A maior parte do mineral é excretada pelos rins e pelo suor. É importante reforçar que, nas situações de perda de sódio (diarreia, vômitos, sudorese excessiva), perde-se também cloro.

Para as plantas, a necesidade de cloro está relacionada à fotossíntese, pois o mineral participa da fotólise da água. Porém, ao contrário do que ocorre com o homem, para as plantas, o cloro é um micronutriente, ou seja, as plantas precisam de apenas pequenas quantidades desse elemento.

"Cloro insuficiente causa clorose (amarelecimento), deformação e murchamento nas folhas, além de mau desenvolvimento radicular. Em excesso, ocorre queima das bordas das folhas e atraso de sua maturação", destaca o engenheiro agrônomo Valter Casarin, diretor científico do Nutrientes para a Vida (NPV), iniciativa que busca informar sobre a necessidade nas plantações..


Nutrientes para a vida

Presente no Brasil desde 2016, a Nutrientes Para a Vida (NPV) possui visão, missão e valores análogos aos da coirmã americana, a Nutrients For Life. Seu objetivo é esclarecer e informar, com base em estudos científicos, a sociedade sobre os benefícios dos fertilizantes (ou adubos) na produção dos alimentos, bem como sobre sua utilização adequada. Este tipo de esclarecimento é essencial, se considerarmos que há muita desinformação e confusão sobre o tema.

Os fertilizantes são fundamentais para elevar a produção agrícola com qualidade e de forma sustentável, conforme explica Dr. Heitor Cantarella, diretor do Centro de Solos do Instituto Agronômico de Campinas e coordenador geral da iniciativa Nutrientes para a Vida: “Há duas opções para produzir mais alimentos: aumentar a área plantada ou aumentar a produtividade. A primeira opção significa desalojar outras coberturas vegetais do planeta, como as florestas, o que deve ser evitado. Já o aumento da produtividade, decorrente do emprego de práticas agrícolas mais eficientes, incluindo o manejo adequado de fertilizantes, garante maior oferta de alimentos sem a necessidade de ocupar novas áreas para a agricultura, preservando assim, a biodiversidade e os outros usos do solo”.​





quarta-feira, 7 de março de 2018

Saúde incorpora procedimento de hemodiálise para pacientes em trânsito

Medida é uma antiga demanda dos estados e municípios e é voltada para pacientes que precisam de hemodiálise fora da cidade em que normalmente fazem o tratamento


O Ministério da Saúde, atendendo a uma demanda antiga das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, irá alterar a forma de financiamento para procedimentos de Terapia Renal Substitutiva (TRS) em todo o Brasil. A medida é voltada especificamente para pacientes, adultos e crianças que precisam de hemodiálise fora da cidade em que normalmente fazem o tratamento. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (07), em Brasília. A portaria que autoriza a mudança deve ser publicada no Diário Oficial da União (D.O.U) ainda nesta semana.
Confira a apresentação completa

O objetivo é continuar garantindo a assistência integral e gratuita de pessoas que, durante uma viagem, por exemplo, precisam manter as sessões do tratamento dialítico. Para isso, foi criado um código na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS que contempla o novo procedimento, denominado “Identificação de paciente sob tratamento dialítico em trânsito”. A medida engloba hemodiálise para adultos (3 sessões semanais), hemodiálise pediátrica (4 sessões semanais) e hemodiálise para pacientes com HIV (3 sessões por semana) e limita a permanência da pessoa em trânsito por até 30 dias.

Por ainda não existir código específico para o tratamento dialítico de pacientes em trânsito na Tabela SUS, as Secretarias de Saúde Estaduais, Distrital e Municipais vinham apresentando dificuldade para o monitoramento, registro e pagamento dos procedimentos. Com essa alteração, o valor passa a ser pago pela Secretaria de Saúde da cidade de origem do paciente, ou seja, onde normalmente realiza o tratamento. Para ter acesso ao procedimento, o paciente em trânsito deverá solicitar ao estabelecimento de saúde de origem a necessidade do tratamento dialítico em outra cidade, informando o período, município e estado de destino previamente.

Com isso, o estabelecimento de saúde de origem vai informar ao gestor de saúde do município onde o paciente irá para verificar a disponibilidade de continuar o tratamento. Havendo disponibilidade de vaga, o município de destino informará quais procedimentos serão ofertados e que unidade acolherá o paciente. Serão produzidos relatórios, que ficarão arquivados no serviço de destino para controle e auditoria, características do tratamento, tipo de acesso vascular, resultados dos exames realizados, situação vacinal e uso de medicamentos. O atendimento poderá ser feito em qualquer um dos 707 estabelecimentos de média e alta complexidade habilitados para tratamentos dialíticos no país.

PANORAMA – Atualmente cerca de 100 mil doentes renais crônicos precisam de tratamento de Terapia Renal Substitutiva no país, sendo 85% deles assistidos exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um dos principais fatores de risco para doença renal crônica é a diabetes e a hipertensão, ambas cuidadas na Atenção Básica, em uma das 41.688 Unidades Básicas de Saúde. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 6,2% da população adulta tem diabetes e 24% hipertensão.

Para atender a demanda, entre 2010 e 2017 houve aumento de 45% nos serviços de média e alta complexidade habilitados para tratar doentes renais crônicos, passando de 488 para 707. Nos últimos dois anos foram habilitados 19 estabelecimentos em todo o País. Os números de atendimentos e valores investidos também são crescentes ano a ano. Entre 2010 e 2016, o aumento na rede assistencial foi de 26%, passando de 11,3 milhões de procedimentos para 14,2 milhões. Ano passado, com dados ainda preliminares (até setembro), foram registrados 10,9 milhões de procedimentos dialíticos. Em relação aos valores, o crescimento foi de 55%, passando de R$ 1,8 bilhão em 2010 para quase R$ 2,8 bilhões em 2016. Ano passado, com informações ainda preliminares (até setembro), foram investidos R$ 2,3 bilhões.

REAJUSTES – O Ministério da Saúde tem investido nos tratamentos nefrológicos, liberando recursos para garantir e aumentar os serviços e atendimentos em todo o Brasil. No início de 2017, a pasta liberou R$ 197 milhões para custear tratamentos nefrológicos no País, beneficiando pacientes renais crônicos que necessitam de tratamento contínuo e dependem SUS. Os recursos custeiam os procedimentos de Terapia Renal Substitutiva em todo o Brasil e são referentes ao reajuste da Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais.

A atualização do valor pago incide sobre dois procedimentos para a realização da Hemodiálise, indicada para pacientes com quadro de insuficiência renal crônica. Nesse caso, a mudança representa um investimento na ordem de R$ 197 milhões a mais por ano para o custeio dos procedimentos. O total do reajuste de foi 8,47%, passando de R$ 179,03 para R$ 194,20. Os procedimentos de hemodiálise para os pacientes com sorologia positiva para hepatite B e C também foram reajustados, passando de R$ 179,03 para R$ 265,41.

Além disso, em setembro de 2016 houve atualização do valor pago sobre quatro procedimentos para a realização da Diálise Peritoneal Automática (DPA) e da Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (DPAC). Na Diálise Peritoneal, indicada para pacientes com quadro de insuficiência renal aguda ou crônica, a mudança representou um investimento na ordem de R$ 11 milhões a mais por ano para o custeio dos procedimentos. Para a DPA, valeu o reajuste de 7,2%, passando de R$ 2.342,81 para R$ 2.511,49. Já o da DPAC, saltou de R$ 1.791,56 para R$ 1.893,68, 5,7% maior.

Para a definição dos novos custos, o Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho para calcular a necessidade de alteração dos preços praticados. Foram realizados estudos econômicos e consultas com as entidades que representam o setor de Nefrologia, além de sociedades médicas, para determinar a melhor solução.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Microcefalia: Ministério da Saúde confirma 1.271 casos no país

Os casos ocorreram em 470 municípios, sendo a maioria na região Nordeste. Outros 3.580 permanecem em investigação e 2.492 foram descartados


O novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado, nesta quarta-feira (4), aponta que, até o dia 30 abril, foram confirmados 1.271 casos de microcefaliae outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, em todo o país.No total, foram notificados 7.343 casos suspeitos desde o início das investigações, em outubro de 2015, sendo que 2.492 foram descartados. Outros 3.580 estão em fase de investigação. O informe reúne semanalmente as informações encaminhadas pelas secretarias estaduais de saúde.

Dos casos confirmados, 203 tiveram confirmação laboratorial para o vírus Zika. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Ou seja, a pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.

Em todo o Brasil, os 1.271 casos confirmados ocorreram em 470 municípios, localizados em 25 unidades da federação. A microcefalia foi confirmada nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, além de São Paulo que registrou oito casos da doença ao Ministério da Saúde, sendo um com confirmação laboratorial para Zika.

No mesmo período, foram registrados 267 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no país. Destes, 57 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 178 continuam em investigação e 32 foram descartados. Já os 2.492 casos foram descartados por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas.

Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até 30 de abril de 2016

Regiões e Unidades Federadas
Casos  de Microcefalia e/ou malformações, sugestivos de infecção congênita
Total acumulado1 de casos notificados de 2015 a 2016
Em investigação
Confirmados2,3
Descartados4
Brasil
3.580
1.271
2.492
7.343
Alagoas
82
59
144
285
Bahia
645
232
184
1.061
Ceará
241
84
143
468
Maranhão
92
115
43
250
Paraíba
379
115
374
868
Pernambuco
653
339
920
1.912
Piauí
23
75
62
160
Rio Grande do Norte
283
96
39
418
Sergipe
146
37
30
213
Região Nordeste
2.544
1.152
1.939
5.635
Espírito santo
93
8
33
134
Minas Gerais
45
3
55
103
Rio de Janeiro
297
44
88
429
São Paulo
163a
8b
102
273
Região Sudeste
598
63
278
939
Acre
20
0
17
37
Amapá
4
4
1
9
Amazonas
10
4
4
18
Pará
27
1
0
28
Rondônia
5
3
5
13
Roraima*6
21
1
0
22
Tocantins
118
3
17
138
Região Norte
205
16
44
265
Distrito Federal
0
5
32
37
Goiás
73
12
45
130
Mato grosso
120
15
77
212
Mato Grosso do Sul
2
2
14
18
Região Centro-Oeste
195
34
168
397
Paraná
5
4
24
33
Santa Catarina
2
0
3
5
Rio Grande do Sul
31
2
36
69
Região Sul
38
6
63
107

Fonte: Secretarias de Saúde dos Estados e Distrito Federal (dados atualizados até 30/04/2016).

1. Número cumulativo de casos notificados que preenchiam a definição de caso operacional anterior (33 cm), além das definições adotadas no Protocolo de Vigilância (a partir de 09/12/2015) que definiu o Perímetro Cefálico de 32 cm para recém-nascidos com 37 ou mais semanas de gestação e demais definições do protocolo.

2. Apresentam alterações típicas: indicativas de infecção congênita, como calcificações intracranianas, dilatação dos ventrículos cerebrais ou alterações de fossa posterior entre outros sinais clínicos observados por qualquer método de imagem ou identificação do vírus Zika em testes laboratoriais.

3. Foram confirmados 203 casos por critério laboratorial específico para vírus Zika (técnica de PCR e sorologia).

4. Descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas confirmada por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos. a. Conforme informado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo 163 casos se encontram em investigação para infecção congênita. Desses, 40 são possivelmente associados com a infecção pelo vírus Zika, porém ainda não foram finalizadas as investigações. b. 01 caso confirmado de microcefalia por Vírus Zika em recém-nascido com local provável de infecção em outra UF.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Hospitais universitários capacitarão para cuidado à microcefalia

Convênio foi firmado entre Ministério da Saúde e Ebserh, e permite que hospitais universitários ofereçam formação para atendimento qualificado a pacientes afetados pelo vírus Zika

Uma parceria firmada nesta quarta-feira (06) entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), vinculada ao Ministério da Educação, vai permitir a criação de mais espaços destinados à formação de profissionais de saúde capazes de atuar nos agravos decorrentes do vírus Zika, da dengue e da Chicungunya - especialmente a microcefalia.

O acordo permite que hospitais universitários de todo o país se transformem em Centros Colaboradores, cuja missão será capacitar para o cuidado pré-natal, assistência ao parto, estimulação precoce, acompanhamento de crianças com microcefalia e atenção às manifestações e complicações agudas relacionadas aos agravos. A previsão é que os Centros Colaboradores dos hospitais universitários permitam a capacitação de pelo menos 2 mil profissionais neste ano, e mais 3 mil em 2017 e em 2018.

“Caberá ao Ministério da Saúde gerir os sistemas de cadastramento dos centros e de suas ofertas de capacitação, disponibilizar os protocolos de resposta à ocorrência de microcefalia causada por Zika vírus, além de elaborar e fornecer materiais instrutivos e educacionais de apoio às capacitações”, explica o secretário de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Hêider Pinto.

A Rede Ebserh reúne 39 hospitais em 23 estados e 34 municípios. No entanto, poderão também atuar como Centros Colaboradores os serviços de saúde públicos e privados e instituições de ensino, mediante adesão através de cadastro junto ao Ministério da Saúde. O cadastramento como Centro Colaborador deverá ser realizado eletronicamente no sítio disponibilizado pelo Ministério da Saúde na Internet, onde também estarão as ofertas de capacitação de cada centro. Os serviços e instituições que aderirem como Centros Colaboradores deverão adotar os protocolos do Ministério da Saúde como referência nos processos de qualificação.

“Nosso papel, como hospitais universitários, é contribuir, especialmente num momento como esse, de epidemia do Zika vírus. A parceria com o Ministério da Saúde potencializa ainda mais a ação universitária, acadêmica e assistencial dessas unidades na direção do combate à epidemia”, destacou o presidente da Ebserh, Newton Lima.

COMPARTILHANDO EXPERIÊNCIA - A portaria para a criação de Centros Colaboradores, tanto na iniciativa privada quanto na pública, para ajudar no enfrentamento aos casos de microcefalia está em vigor desde janeiro de 2016. A medida possibilita, por exemplo, que um hospital universitário com experiência em um determinado procedimento possa compartilhar a experiência e qualificar outros profissionais de saúde.

Os Centros capacitarão médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, agentes de comunitário de saúde, agentes de combate às endemias, fisioterapeutas, entre outros profissionais que atuem no cuidado a crianças com microcefalia. A oferta de cursos não envolverá a transferência de recursos.

Os profissionais de saúde serão treinados pelos Centros para identificar casos suspeitos, notificá-los e adotar os primeiros cuidados a pacientes com microcefalia, além da capacitação para conhecimentos sobre estimulação precoce. Para os profissionais envolvidos com pré-natal, a qualificação será voltara para a notificação, investigação, diagnóstico e conduta nos casos e situações relacionadas ao vírus Zika, dengue e Chikungunya. A capacitação que será realizada por estes centros é mais uma importante estratégia do Ministério da Saúde para a qualificação dos profissionais do SUS para o enfrentamento do Zika.

“A rede da EBSERH tem grande capilaridade e isso contribui para o acesso de profissionais de um serviço de uma cidade do interior possam receber treinamento e depois estruturar o serviço em seus municípios, qualificá-lo para o cuidado de pessoas afetadas pelo Zika e estabelecer um polo de capacitação no município para atender as cidades vizinhas”, observa o secretário Hêider Pinto.

A primeira unidade a aderir ao projeto foi o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), em Recife (PE), que assinou cooperação técnica com o Ministério da Saúde em fevereiro. A unidade capacita profissionais para triagem neonatal auditiva, triagem neonatal ocular, estimulação precoce, cuidados clínicos agudos para infecções causadas pelo Aedes aegypti, cuidado das crianças com alterações congênitas associadas a infecção por vírus Zika, estratégias de combate ao mosquito e detecção de alterações neurológicas por meio de Ultrassonografia transfontanela.

O Ministério da Saúde vai organizar toda a oferta dos treinamentos e disponibilizar no sitehttps://centroscolaboradores.saude.gov.br/ para que Secretarias Estaduais de Saúde e os Conselhos de Secretários Municipais de Saúde de cada estado possam estabelecer a agenda das equipes dos municípios a serem capacitadas. Além disso, cursos que já estejam sendo oferecidos pelas instituições participantes poderão ser integrados ao sistema com a abertura de parte das vagas para profissionais de municípios e estados interessados.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Secretário Caio Rocha participa da mobilização contra o Aedes aegypti em Brasília

Representante do Mapa visitou a Ceasa, a Feira dos Importados e conversou com líderes comunitários

Brasília (13/02/2016) - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) participa neste sábado (13) do Dia Nacional de Mobilização Zika Zero. Em Brasília, o secretário do Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha, fez campanha de alerta à população contra o vírus na Ceasa e na Feira dos Importados. À tarde, ele visitará algumas igrejas da cidade.

“Esta campanha é o marco inicial de um processo de soma de esforços do Brasil inteiro contra o vírus da zika”, disse Caio Rocha. Segundo ele, buscar as lideranças sociais, como representantes de associações comunitárias e padres, para que participem desta mobilização que deve envolver toda a sociedade brasileira.

Caio Rocha destacou também que a ministra Kátia Abreu está liderando a mobilização no Mapa, atendendo a convocação feita pela presidenta Dilma Rousseff. De acordo com o secretário, todas as unidades dos ministérios no país estão envolvidas na campanha. Além disso, acrescentou, o Mapa está sensibilizando as mais de 33 mil entidades com as quais tem parceria para que participem de forma efetiva da campanha.

“O Brasil já venceu varíola, a febre amarela e paralisia infantil”, lembrou Caio Rocha. Agora, enfatizou, o país há de ganhar a batalha contra o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. O inseto também é o transmissor da dengue e da chikungunya.