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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Dia Mundial da Saúde alerta para desafios no cuidado com gestantes e recém-nascidos



Obstetra do CEUB defende o atendimento pré-natal qualificado e humanizado como o caminho mais eficaz para salvar as vidas das mães e bebês

“Inícios saudáveis, futuros esperançosos” é o mote da campanha em defesa da saúde materna e neonatal que a Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou neste Dia Mundial da Saúde (7). A mobilização chama a atenção para o alto número de mortes evitáveis entre gestantes e recém-nascidos e a necessidade de ações efetivas em todos os níveis do sistema de saúde. Alécio Oliveira, ginecologista, obstetra e professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), relata os principais desafios enfrentados por gestantes e bebês no Brasil.

Os números são alarmantes: somente na América Latina e no Caribe, ocorre uma morte materna a cada hora. Mundialmente, são 300 mil mortes por ano relacionadas à gestação ou ao parto. Outros 2 milhões de recém-nascidos morrem no primeiro mês de vida. “Valorizar o pré-natal, garantir condições dignas de parto e fortalecer o cuidado no pós-parto não é apenas uma meta do sistema de saúde, é um compromisso social com as futuras gerações”, destaca Alécio.

O acompanhamento pré-natal é a principal ferramenta para prevenir essas mortes. Segundo o docente do CEUB, o não acompanhamento adequado durante o pré-natal, a falta de estrutura nos partos e a falta de suporte emocional geram consequências diretas na saúde e na vida de mães e filhos. “É durante o pré-natal que conseguimos rastrear fatores de risco, diagnosticar precocemente doenças e agir a tempo de evitar complicações para mãe e bebê”, destaca.

As transformações biológicas e emocionais durante a gestação exigem acolhimento e orientação especializada, sendo que, quando essas mudanças não acontecem de forma plena, podem surgir quadros de morbidade com impactos físicos e emocionais. “Muitas vezes, o sofrimento psicológico está ligado à falta de apoio, à gravidez não planejada ou rejeitada, e à ausência de um ambiente seguro para lidar com tudo isso”, observa o docente do CEUB, reforçando o cuidado humanizado e o vínculo entre profissional de saúde e paciente para construir confiança e empatia.

Estilo de vida saudável e assistência contínua


Além do cuidado emocional, o especialista lembra que hábitos saudáveis são aliados para uma gestação tranquila. Alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, controle do estresse e padrão de sono adequado ajudam a evitar intercorrências comuns no período. Segundo o médico, uma boa assistência pré-natal também atua na prevenção de prematuridade, no planejamento de parto seguro e na preparação da estrutura necessária para um atendimento adequado ao recém-nascido.

“No período perinatal o bebê precisa de suporte para adaptação cardíaca, respiratória e térmica. Uma assistência qualificada pode evitar sequelas que comprometem a saúde da criança na infância, adolescência e vida adulta”. Oliveira defende ainda a amamentação nos primeiros seis meses de vida e cuidados no puerpério: “Muitas mulheres enfrentam o cansaço físico e emocional, a solidão e até quadros de depressão pós-parto. Ter uma rede de apoio e profissional é decisivo para garantir o bem-estar dessa mãe e, consequentemente, do bebê”.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

TDAH e o Hiperdiagnóstico: Cuidado: Nem Todas as Crianças Encaixam-se no Mesmo Rótulo!



Educadores e Profissionais de Saúde: Não se Apressem em Rotular. Redobrem a Atenção para o Hiperdiagnóstico do TDAH


Nos últimos tempos, temos observado um aumento significativo nos diagnósticos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças. Esse fenômeno, conhecido como hiperdiagnóstico do TDAH, levanta questões importantes que merecem nossa atenção.

Se você acha que seu filho pode ter TDAH, saiba que o ideal é buscar um diagnóstico diferencial. Nem tudo é TDAH, e é fundamental considerar outros fatores antes de chegar a essa conclusão.

A Dra. Gesika Amorim, especialista renomada em saúde mental e neurodesenvolvimento infantil, destaca a importância de um diagnóstico diferencial cuidadoso antes de rotular uma criança com TDAH. Nem sempre a hiperatividade é um indicativo desse transtorno, sendo fundamental considerar outros fatores que podem estar contribuindo para essas manifestações.

Por exemplo, crianças que vivenciam situações de maus-tratos, dificuldades escolares ou bullying podem apresentar sintomas de hiperatividade como uma forma de expressar seu sofrimento. É imprescindível lembrar que existem outros transtornos comportamentais e de aprendizagem que podem imitar o comportamento hiperativo, tornando o diagnóstico diferencial ainda mais crucial – explica a Dra. Gesika Amorim.

O contexto atual de retorno às aulas após um longo período de isolamento social também contribui para o aumento dos diagnósticos de TDAH entre os alunos. Crianças que enfrentam dificuldades em se readaptar à rotina escolar podem apresentar comportamentos hiperativos, deixando pais e professores preocupados. Nesse momento, é importante oferecer suporte e compreensão, buscando alternativas que respeitem o bem-estar das crianças.

Como eu já havia dito antes, ou seja, que isso acabaria acontecendo, hoje podemos constatar sobre o problema do retorno as aulas pós pandemia e o excesso de diagnóstico de TDAH entre os alunos. Reafirmo, nem tudo é TDAH, da mesma forma que nem sempre é a Ritalina que deverá ser usada para tratar a criança; ela é a principal droga para o tratamento. Para um TDAH clássico, isolado, sem comorbidade, Ritalina é uma boa escolha, mas nem sempre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade está isolado, podendo existir comorbidades – Alerta a Dra. Gesika Amorim.




É válido ressaltar que o diagnóstico de TDAH não deve ser feito de forma indiscriminada. Cada caso é único e merece uma avaliação criteriosa baseada em critérios clínicos sólidos, como os estabelecidos no manual DSM-5. É necessário observar a presença de sinais e sintomas de desatenção e hiperatividade, bem como sua persistência, impacto na vida da criança e a necessidade de sua manifestação em diferentes contextos.


Conclusão:

Diante do hiperdiagnóstico do TDAH, é fundamental agir com cautela e buscar um diagnóstico diferencial adequado. Crianças não devem ser rotuladas de maneira indiscriminada, e todas as possibilidades devem ser exploradas antes de chegar a uma conclusão final.

As avaliações do TDAH são médicas, desenvolvimentais, educacionais e psicológicas abrangentes para o diagnóstico, além de avaliação e tratamento de transtorno de déficit de atenção/hiperatividade em crianças e adolescentes. É preciso estar alerta! Por isso é necessário um especialista com experiência para um diagnóstico diferencial – Afirma a Dra. Gesika Amorim.

A conscientização sobre o hiperdiagnóstico do TDAH é crucial para garantir que as crianças recebam o tratamento e o acompanhamento adequados, respeitando suas necessidades individuais. Juntos, profissionais, pais e educadores podem promover um ambiente de aprendizagem saudável e acolhedor para todas as crianças.


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Quadro decorativo inspirado em Autismo


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

ONDE IMPRIMIR A CADERNETA DE SAÚDE DA CRIANÇA



Nova versão traz histórico da criança desde o nascimento até os 10 anos de idade e deve ser distribuída a mais de 6 milhões de crianças em 2021

Com a proximidade do Dia das Crianças, o Ministério da Saúde reforça às famílias e cuidadores a importância da Caderneta da Criança. O documento, que antes trazia informações e orientações apenas sobre a saúde dos pequenos, foi reformulado e hoje abraça uma série de pontos fundamentais do desenvolvimento das crianças, desde o nascimento até os 10 anos de vida. A caderneta é gratuita e um direito de todos os pequenos nascidos no Brasil - mesmo os estrangeiros.

A Caderneta da Criança – Passaporte da Cidadania é enviada pelo Ministério da Saúde aos estados, Distrito Federal e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). A previsão para o próximo ano é distribuir mais de 6 milhões de exemplares a crianças nascidas em maternidades públicas e privadas de todo o país.

O documento traz orientações sobre cuidados com a criança para que ela cresça e se desenvolva de forma saudável; direitos e deveres das crianças e dos pais; aleitamento materno; alimentação complementar saudável; vacinas; saúde bucal; marcos do desenvolvimento; consumo; e ainda informa sobre o acesso aos equipamentos e programas sociais e de educação.

Nas páginas, devem ficar registradas todas as informações sobre o atendimento à criança nos serviços de saúde, de educação e de assistência social para o acompanhamento desde o momento do nascimento. Ao registrarem as informações na Caderneta da Criança, os profissionais compartilham esses dados com a família e facilitam a integração das ações sociais.

O documento reforça também a importância da parceria entre os pais, a comunidade e os profissionais de saúde, de educação e de assistência social para cuidar da criança, educar e promover sua saúde e seu desenvolvimento integral. “ O documento é voltado para ampliar o olhar para a criança, buscando agregar o contexto da assistência social, educação e saúde”, reforça o Secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Parente.

REFORMULAÇÃO

Em 2019, a caderneta passou por uma reformulação. O nome deixou de ser “Caderneta da Saúde da Criança” para abraçar seu conceito mais amplo, passando a “Caderneta da Criança – Passaporte da Cidadania”. Além de um novo layout, o documento recebeu um incremento de conteúdo, com novos temas como o cuidado com o bebê prematuro, uso de eletrônicos e consumo infantil.

A ampliação no preenchimento da caderneta – antes restrito aos pediatras e enfermeiros - agora também contempla a utilização para os profissionais de saúde que mais convivem com a família, como os agentes de saúde, responsáveis pelas visitas domiciliares, e por técnicos e auxiliares de enfermagem, responsáveis pela vacinação. Com isso, o documento passou a ser um instrumento central de atenção integral à saúde infantil, possibilitando que as ações de promoção e proteção do crescimento e desenvolvimento da criança, assim como as demais ações previstas nos eixos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC), sejam implementadas, fortalecidas e potencializadas.

A Caderneta permite que informações fundamentais para a qualidade e segurança do cuidado estejam disponíveis e de fácil acesso e consulta para a família e para as equipes de saúde. O seu mau uso ou a falta de preenchimento prejudica a continuidade do cuidado entre diferentes pontos de atenção, estratégia fundamental para a melhoria dos indicadores de saúde infantil. 

ASSISTÊNCIA

No âmbito da assistência social, a Caderneta da Criança traz ações que podem apoiar as famílias nos cuidados, proteção e orientação aos pequenos. Dentre as orientações, pode-se destacar o auxílio ao encaminhamento a serviços como:

■ Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (grupos de convivência para várias faixas etárias);

■ Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), com atendimento e acompanhamento por Assistentes Sociais e Psicólogos;

■ Cadastramento ou atualização do seu cadastro no Cadastro Único (CadÚnico) para os Programas Sociais;

■ Programa Bolsa Família;

■ Benefício de Prestação Continuada (BPC), se tiver algum membro da família com deficiência ou pessoa idosa;

■ Benefício eventual – auxílio nas situações de emergência e calamidade pública, nascimento ou morte de algum membro da família. 

VIDA ESCOLAR

A Caderneta da Criança também contempla a vida escolar e aborda a importância do direito à educação. Os primeiros dias da criança na creche, na pré-escola ou na escola podem ser motivo de preocupação para as famílias. Em geral, os cuidadores não sabem como seu filho vai reagir ao novo ambiente. Cada criança tem um jeito próprio de vivenciar a transição da casa para a escola. Por isso, é necessário que os pais e os profissionais de saúde e de educação conversem entre si sobre como cuidar e fortalecer a criança e a família nessa passagem.

MAIS NOVIDADES

A caderneta traz curvas internacionais de crescimento para crianças nascidas prematuras pela primeira vez, além de metodologia de cálculo da idade corrigida. Em consonância com o novo Guia Alimentar para as Crianças Menores de 2 Anos, divulgado em 2019, também foram incluídos os 12 passos para alimentação adequada e saudável dos pequenos.

O documento ainda ganhou uma parte específica para a saúde bucal e o calendário vacinal foi atualizado conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Nas páginas, os pais e cuidadores agora também encontram atividades que podem ser realizadas para estimular o desenvolvimento das crianças conforme sua idade e os marcos alcançados. Os textos originais foram revisados e, também de forma inédita, foi incluído um campo para registro do Distrito Sanitário de Referência das crianças indígenas.

ACESSO

Além da distribuição gratuita, o Ministério da Saúde disponibiliza uma versão digitalizada que pode ser impressa pelos estados e municípios. A caderneta também pode ser reproduzida nos links para fins de uso pessoal das famílias ou estudantes, mas não pode ser comercializada. A Caderneta de Saúde encontra-se disponível na íntegra no site da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), em duas versões:

Menino: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_crianca_menino_2ed.pdf

Menina: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_crianca_menina_2ed.pdf

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