PROGRAMA BALADA DA FADA

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

As pessoas não fracassam. Elas desistem



Por: Clemilda Thomé

Quem nunca passou por um momento de dificuldade e diversidade na vida? Independentemente de estarmos vivendo em um momento de pandemia, onde por muitas vezes nos vemos em situações que parecem não ter saída, gostaria de dizer que sempre é tempo de mudar e transformar sua vida para melhor. Sabendo usar sua inteligência emocional, é possível ter prosperidade financeira e equilíbrio emocional.

As pessoas não atingem o sucesso com facilidade, mas, para chegarem lá, performam como verdadeiras campeãs. O segredo de grandes empresários e empreendedores para alcançar o topo é foco, inteligência emocional e alta produtividade.

Eu tomei a decisão em minha vida de empreender. Nunca foi fácil. Nasci em uma família humilde, mas nunca me vitimizei. Hoje, tenho muita gratidão por ter me tornado uma das mais influentes empreendedoras no Brasil, você sabia disso? Tudo, porque a empresa NEODENT, a qual fui proprietária, conquistou o mercado e em apenas 15 anos tornou-se líder nacional em seu segmento, sendo fortemente reconhecida pela qualidade de seus produtos e serviços. Esse sucesso atraiu olhares de investidores estrangeiros e em 2015 vendi parte da empresa para o Grupo Suíço Straumann – líder mundial na Implantodontia mundial.

Com espírito empreendedor e por acreditar na promoção da educação, o qual acredito ser o maior agente das mudanças e do desenvolvimento do país, passei a fazer parte do Instituto Sou 1 Campeão - ao lad

o dos meus sócios Mamá Brito e Rogério Minotouro, - que nasceu para ser uma ferramenta para quem busca por uma performance avassaladora, com disciplina e dedicação. Modificar a vida de pessoas que procuram transformar dificuldades e diversidades em realização se tonou a minha missão.

No Instituto, os alunos podem aprender sobre desempenho físico, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ou seja, um tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para executarem planos de vida e de negócios. Além disso, compartilhamos histórias reais de superação para motivar os alunos a investirem em si próprio, pois acreditamos piamente que nunca é tarde para alcançar seus objetivos.

Por isso eu te pergunto: você vive a vida que sempre sonhou? Para começar uma transformação, conforme mencionei antes, é preciso ter foco e determinação. E sabe por quê? Todos os dias somos cercados de coisas e pessoas que nos tiram desse foco e nos distanciam de nossas conquistas. Tenha certeza de que a pandemia atual é só mais uma delas. Ter foco é saber dizer não para tudo aquilo que nos distrai. É abrir mão até mesmo daquilo que gostamos, mas que no momento não está nos deixando seguir em frente.

É preciso que você aprenda a usar sua inteligência emocional a seu favor, e sabendo fazer isso, estimular seus pensamentos e autoanálise para perceber que você merece tudo aquilo que deseja. Esse é o início de uma mudança de hábitos, pensamentos, comunicação e até mesmo do seu lado empreendedor.

O sucesso é uma decisão. É preciso aprender a separar o caminho do fracassado com o do campeão. A diferença está naquele que levanta da cadeira todos os dias para sonhar e lutar, eu fiz isso a minha vida inteira, sem preguiça. Aprenda uma coisa: as pessoas não fracassam, elas desistem. E as crenças que te limitam, não definem seu futuro.

Sobre Clemilda Thomé

Nascida em 1954, na Cidade de Sapopemba, interior do Paraná, filha de pais agricultores, se tornou uma das mais influentes empresárias no Brasil ao vender sua empresa NEODENT para uma multinacional suíça. Hoje, é uma das mulheres de negócio mais influentes do país. Participa ativamente da gestão de suas empresas, juntamente com seus filhos, no Conselho de Administração da holding DSS Importação e Exportação, mas tem como seu maior legado, a promoção da educação, que ela acredita ser o maior agente das mudanças e desenvolvimento do país. Exatamente por esse foco, Clemilda, faz parte do Instituto Sou 1 Campeão que oferece cursos voltados para performance física, prosperidade financeira e equilíbrio emocional, ao lado do Treinador Comportamental Mama Brito e do ídolo do MMA mundial Rogério Minotouro. Um dos únicos institutos capacitados para oferecer esse tripé do conhecimento como o caminho completo e necessário para ajudar pessoas a executarem planos de vida e de negócios.


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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Mais de 7 milhões de mulheres deixam o mercado de trabalho. Empreender é solução

Números do desemprego feminino na Pandemia tornam Movimento Aladas destaque em empreendedorismo feminino


Passados já os primeiros quatro meses da pandemia, brasileiros estão finalmente colocando tudo na balança e tentando se recuperar da “tempestade”. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a crise causada pela Covid-19 vem empurrando boa parte da força de trabalho feminina para casa. Mais mulheres perderam o emprego neste cenário – o número é 25% maior em relação aos homens.

Para além das demissões, as mulheres enfrentam mais dificuldades para procurarem vagas e se manterem no mercado de trabalho. Pesquisadores indicam que essa é a primeira vez nos últimos três anos em que a maioria das mulheres fica fora da força de trabalho. O Movimento Aladas, criado por Daniela Graicar nasceu antes da pandemia, mas se mostra ainda mais essencial no cenário atual.

Tudo começou com uma promessa pessoal: “Quando eu completar 20 anos de empreendedorismo, faço questão de ajudar outras mulheres a fazerem o mesmo”, conta a empresária Daniela Graicar, fundadora do Movimento Aladas.

Aladas é uma plataforma digital que oferece cursos gratuitos, conteúdo e muitos vídeos-depoimento de mulheres inspiradoras. “Aladas nasce para unir, encorajar, apoiar e capacitar mulheres que querem abrir seus negócios ou melhorar sua capacidade de gestão”, conta Daniela.

O Movimento lançado em maio traz cursos gratuitos de hard skills (teoria e ferramentas práticas para quem quer empreender) como “Sua mente é empreendedora?”, “Saiba a diferença entre startups e empresas tradicionais”, “Como validar sua ideia de negócio”, “Monte um time vencedor” e também cursos de aprimoramento de soft skills voltados a desenvolver comportamentos e habilidades, entre os quais estão: “Autoconhecimento é a base de tudo”, “Seja definitivamente produtiva”, “Networking de Valor”, “Comunicação eficaz”. Os cursos têm duração de cerca de 30 minutos. E em breve as fundadoras darão início às mentorias individuais, tão importantes para que as novas empreendedoras tenham segurança e encorajamento nos caminhos a seguir.



Dani Graicar / Divulgação
QUEM ESTÁ POR TRÁS DO PROJETO?

Daniela Graicar é jornalista de formação (PUC/SP) e empreendedora por vocação. Aos 19 anos abriu sua primeira agência de Relações Públicas, seguida de outras cinco, nas áreas de Conteúdo, Eventos, Endomarketing, Mobile Education e Social Media. Lidera, hoje, um time de 70 profissionais da agência PROS e da startup digital Zeit. Fez cursos de especialização e de extensão em Relações Públicas, Inovação, Governança Corporativa, Futuro e Gestão, realizados no Insper, Perestroika e London School of Economics. Com pós-MBA em Conselho de Administração pela Saint Paul Business School (2019), é conselheira da Razac Trading e membro do Comitê de Inovação da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), uma das diretoras do selo WOB - Women on Board, além de embaixadora da aceleradora Merkaz e Conselheira da Universidade de Jerusalém.

Ao lado de Daniela, estão outras executivas com vasta experiência no universo feminino e no mundo do empreendedorismo. São elas: Christiane Aché, diretora do Programa de pós MBA de formação para Conselheiras de Administração – ABP-W da Saint Paulo Escola de Negócios. Passou pela direção de diversas multinacionais, como Alston e GE, e foi eleita uma das mulheres mais influentes do Brasil, pela Forbes, em 2016; Andrea Bisker, consultora e empreendedora, que abriu sua primeira empresa aos 23 anos, sempre atuando na área de tendências, trouxe para o Brasil a consultoria Stylus, e é fundadora da Spark Off. Ainda, neste time, Cristiane Camargo, CEO da IAB Brasil, associação que tem como principal missão desenvolver o mercado de publicidade digital no país, e Kika Ricciardi, executiva em instituições financeiras globais, com o Citibank e Deutsche Bank, e atualmente investidora anjo de startups, no Brasil e Israel, conselheira e mentora.

E para tornar o conteúdo mais dinâmico e inspirador, dezenas de mulheres empreendedoras das mais diversas áreas estão dando seus depoimentos com suas histórias de vida e conselhos de quem já realizou. Além dos vídeos e do blog, discussões bem contemporâneas serão tocadas semanalmente no podcast Aladas, a partir de agosto deste ano.

O Movimento Aladas já nasce com o patrocínio da Dell Technologies e da 99. Também conta com o apoio do Cubo, IAB Digital e da agência PROS.


Serviço:

www.aladas.com.br
@somos_aladas

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

37% dos desempregados afirmam que perderam seu trabalho devido ao isolamento social


Estudo da Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing ainda aponta que a experiência do home office agradou, mas a preferência para o futuro é por um híbrido entre dias de escritório e dias em casa


A Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing realizou em julho sua terceira edição da pesquisa Coronavírus e seu Impacto no Brasil. Esse levantamento foi realizado por meio de questionários online, entre os dias 16 e 21/07, e obteve 1.090 respostas, de todas as regiões do Brasil. Um dos focos desta terceira onda era abordar o sentimento geral da população em relação ao mercado de trabalho.

Atualmente 37% de quem está desempregado afirma que perdeu seu posto em razão da pandemia. Destes, um terço (34%) diz que o foco agora não é arrumar logo outra posição. O gerente de projetos da Demanda e coordenador do estudo, Ricardo Lopes, conjectura a esse respeito: “Pode ser que as pessoas já estejam atinando que os novos tempos vão exigir novas habilidades, novos conhecimentos e comportamentos. Nesse contexto, é primordial se qualificar num primeiro momento, para então sair à procura de um novo lugar”.

Entre aqueles que permanecem empregados, nada menos do que 49% continuam trabalhando exclusivamente de casa, no chamado home office, outros 16% alternam dias em casa e dias no escritório e somente 9% já retomaram integralmente sua rotina fora do lar. “Na medida em que provaram e gostaram, tanto empresas como trabalhadores não têm motivo de apressar o retorno”, conclui Ricardo.

E os dados corroboram: somente 26% de quem permanece trabalhando em casa afirma não estar satisfeito com esta condição. São pessoas que dizem sentir falta da presença física de clientes, colegas, etc. Ou, ainda, sentem que estão trabalhando mais e rendendo menos, por conta das dispersões domésticas e da falta de estrutura adequada. Todos os outros – os mais de 70% satisfeitos – mencionam como justificativa para sua satisfação a economia de tempo sem os temíveis deslocamentos de ida e volta do trabalho e também a economia de dinheiro (transporte, combustível, alimentação).

“Os próprios entrevistados parecem ter a solução para acomodar bem todas as aspirações: havia na pesquisa uma pergunta sobre qual modelo de trabalho gostariam de adotar após o fim da pandemia, e então 65% disseram que o ideal seria uma mescla entre dias no escritório e dias em casa”, destaca Silvio Pires de Paula, fundador e presidente da Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing.

Quase metade acredita que sua vida mudou para pior do início da pandemia até agora

O sentimento geral das pessoas com o momento da pandemia é de desânimo. Cerca de 3 em cada 4 (73%) se diz desanimado atualmente. Ao serem perguntados sobre o que mudou para pior ou para melhor do início da pandemia para cá, metade deles (49%) afirma que a vida mudou para pior no que diz respeito à vivência social e às oportunidades de lazer. Outros 37% sentiram piora no estado psicológico, em seu equilíbrio emocional. Em outro sentido, 41% observaram que melhorou seu engajamento em ações solidárias e 53% estão se relacionando melhor com suas famílias.

Muitos brasileiros fazem planos para quando a pandemia acabar e somam 70% os que pretendem viajar assim que possível. Outros planos muito presentes são rever familiares ou amigos (58% dos entrevistados) e retomar ou iniciar a prática de algum esporte (42%). Enquanto isso tudo não é possível, boa parte deles admite ter incorporado ou intensificado alguns maus hábitos. A ingestão de chocolates ou doces em geral brotou ou cresceu em nada menos do que 38% do público pesquisado. E o hábito de beber álcool agravou-se ou incorporou-se à rotina de 20% dos internautas brasileiros participantes da pesquisa.

Sobre a Demanda

A Demanda é uma boutique de pesquisa de mercado que desde sua fundação em 1967 já desenvolveu mais de 6.400 projetos de pesquisa de mercado e opinião pública para mais de 800 empresas e entidades governamentais do Brasil e do mundo. São mais de cinco décadas de experiência e aprendizado constantes, totalmente voltados à satisfação de nossos clientes. Temos orgulho de atender algumas das maiores e mais exigentes organizações de todo o mundo. Apoiamos o lançamento de centenas de produtos e serviços.

Como em uma boutique, aqui cada cliente é único. Todos os projetos, além de serem desenhados sob medida, de forma exclusiva, para nossos clientes, são acompanhados de perto em todas as suas etapas, desde o planejamento até a apresentação dos resultados. Nossos diretores e gerentes de projetos estão preparados para propor as metodologias mais adequadas, trabalhando sempre em conjunto com o cliente, valorizando a transparência e a boa comunicação.

Gabriela Prado, Diretora Executiva da Demanda, é pesquisadora com mestrado em Infraestrutura Sustentável pelo Royal Institute of Technology (Kungl Tekniska Högskolan), Stockholm, Suécia e doutorado em Política e Administração de Recursos Minerais pelo IG-UNICAMP. Tem 20 anos de experiência em pesquisa de mercado e atuado na empresa desde 2007. Liderada estudos qualitativos e quantitativos no Brasil e LatAm,

Silvio Pires de Paula fundou, em 1967, a empresa da qual hoje é Presidente. Sob sua responsabilidade direta, a Demanda já desenvolveu mais de 6.400 projetos completos de pesquisa de mercado e opinião pública tanto no Brasil como em 20 outros países. Ele é Graduado e pós-graduado em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas, e ocupou cargos de Presidente ou Vice-Presidente de instituições como ABIPEME, ABEP, CFA e, atualmente, é Vice-Presidente do CRA-SP.

www.demanda.com.br

terça-feira, 21 de julho de 2020

ATUALIZAÇÃO DO CADASTRO DO BOLSA FAMÍLIA REINICIA EM AGOSTO



Portaria do Ministério da Cidadania publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira (20) prorrogou, até agosto, as ações de administração em nível municipal de benefícios do Bolsa Família e as alterações cadastrais de famílias beneficiárias para gestão da folha de pagamento do programa.

A publicação estende por mais seis meses a suspensão, a análise e revisão cadastral do Bolsa Família e também o bloqueio, suspensão e cancelamento decorrentes do descumprimento de regras do programa. O Ministério da Cidadania afirma que essas medidas foram tomadas para que sejam evitadas aglomerações de pessoas em unidades de cadastramento do benefício.

Número de beneficiários do Bolsa Família deve bater recorde em abril

Em maio, outra portaria do governo federal já havia determinado a suspensão da atualização cadastral dos beneficiários Bolsa Família enquanto o auxílio emergencial de R$ 600 fosse pago.

Fonte: Brasil 61


Vacância atinge 24% dos imóveis em São Paulo, diz AABIC



Segundo entidade, imóveis vagos representavam 18% do mercado de locação antes do estouro da crise da pandemia


A crise causada pela pandemia do novo coronavírus atingiu de forma expressiva a taxa de ocupação dos imóveis voltados para locação no Estado de São Paulo. A vacância chegou ao patamar de 24% na média dos imóveis comerciais e residenciais, conforme dados apurados até o dia 16 de julho pela Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), maior entidade representativa do segmento no Estado. A pesquisa da entidade abrange todos os perfis de imóveis disponíveis para locação tanto no segmento residencial, como na locação comercial, desde lajes corporativas e escritórios em edifícios a lojas de rua.

O levantamento da AABIC considerou uma amostra de aproximadamente 19 mil imóveis em todo o Estado de São Paulo administrados por empresas associadas à entidade. Os dados apontam que antes da eclosão da pandemia, o total de imóveis vagos representava 18% da carteira das empresas associadas participantes da pesquisa. Do total desses imóveis, 30% são voltados à locação comercial, enquanto 70% correspondem aos residenciais.

O executivo José Roberto Graiche Junior, presidente da AABIC, relata que o impacto da pandemia foi mais significativo no mercado de imóveis comerciais. Neste segmento, diz ele, a vacância alcançou 30% da carteira de comerciais das associadas em julho, ante o patamar de 20% registrado no final de março, quando o Governo do Estado decretou o isolamento social para conter o avanço do contágio da doença. No segmento residencial, a vacância atingiu 12% do total de imóveis de locação para moradia na carteira das associadas. Antes da pandemia, o percentual de desocupação correspondia a 9%.

Segundo o dirigente, a pandemia da covid-19 acentuou o cenário de crise no mercado de imóveis comerciais porque o setor começava a se recuperar dos anos de estagnação e alto índice de desocupação. “Na situação da crise pandêmica, os empresários têm receio de abrir ou ampliar seus negócios, sobretudo quando as atividades não são essenciais”, diz Graiche Junior. “A crise forçou as empresas a cortarem os custos e frear seus investimentos, atingindo diretamente os espaços utilizados para realização de suas atividades”, avalia

Para Graiche Júnior, uma nova perspectiva de retomada ainda é incerta para os próximos meses, já que estamos inseguros quanto a reabertura definitiva das atividades nas cidades. “A ocupação dos imóveis deve ser retomada à medida que avançarem os estudos sobre a vacina contra a covid-19 e quando a população e as empresas recuperarem a confiança no desenvolvimento da economia”, avalia.

Sobre a AABIC

A Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC) é uma entidade com 41 anos de atuação na formação qualitativa do mercado de administração e locação de imóveis. Conta com 90 empresas associadas, que administram atualmente 16 mil condomínios e mais de 60 mil imóveis locados, onde vivem cerca de 5,1 milhões de pessoas. As associadas da AABIC são responsáveis pelo emprego de 115 mil pessoas no setor, contabilizando os funcionários de operação nas empresas até o contingente de colaboradores contratados para executar as rotinas dos condomínios. Fundada em 1978, a AABIC busca cumprir com excelência e rigor sua principal missão: orientar a administração de bens imóveis e condomínios em suas atividades. Com gestão voltada para o aperfeiçoamento contínuo da qualidade dos serviços de orientação e treinamento, a associação trabalha pela valorização do segmento no mercado imobiliário.

domingo, 19 de julho de 2020

ANVISA INFORMA NOVAS REGRAS PARA FORNECEDORES DE ALIMENTOS



Não existem evidências de contaminação pelo novo coronavírus por meio de alimentos, no entanto, é preciso ter muita atenção com a segurança daqueles que os produzem, bem como seus ambientes de trabalho. Assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou as orientações para empresas do setor no que diz respeito às boas práticas de fabricação e manipulação de produtos alimentícios durante a pandemia.

As medidas, que visam proteger tanto os empregados quanto os consumidores, estão presentes em três notas técnicas: a nota técnica 47/2020, sobre uso de luvas e máscaras nos estabelecimentos; a nota técnica 48/2020, sobre boas práticas de fabricação, acrescentando e reforçando medidas para a adequada manipulação dos alimentos; e a nota técnica 49/2020, que traz recomendações para os serviços de alimentação com atendimento ao cliente.

Os parâmetros reforçados pela Anvisa têm foco na higiene e a qualidade em toda a cadeia do processamento. O fortalecimento das boas práticas pode adicionalmente contribuir para diminuir a transmissão direta da Covid-19 de pessoa a pessoa no ambiente de produção, garantindo maior segurança no ambiente de trabalho no momento em que o Brasil ainda vive estado grave de pandemia.
Atenção com o empregado

A empresa deve traçar estratégias para a rápida identificação de casos suspeitos entre seus empregados, de modo a impedir a transmissão no ambiente de trabalho. Os funcionários devem ser instruídos a comunicar imediatamente qualquer suspeita, para que possam ser afastados das atividades e cumprirem as recomendações das autoridades de saúde.

Outra recomendação é aumentar o espaço físico no ambiente de trabalho. O risco de um colaborador transmitir o vírus para outro depende da distância entre eles, da duração da exposição e da eficácia das práticas de higiene adotadas. Assim, a recomendação da Anvisa é de que o espaçamento físico entre os funcionários seja de, pelo menos, um metro de distância. Também é aconselhável fazer uma maior divisão dos turnos de trabalho.

José Raimundo é dono de um Empório em Aracaju e trabalha com panificação, um ramo que não parou durante a pandemia. O empresário conta que precisou fazer diversas adequações no ambiente de trabalho para proteger seus funcionários e garantir a entrega dos produtos.

“Em relação aos funcionários, tem o uso obrigatório de máscara, foi disponibilizado recipientes de álcool na área de produção, isolei a área de convivência e no refeitório só ficam dois funcionários por horário. A cada 15 minutos, são dois funcionários”, explica José Raimundo.

O empresário diz que todos do ramo alimentício acabaram aprendendo com a adversidade e precisam se preparar para conviver com elas por bastante tempo ainda. “É uma questão de adaptação. Todo mundo teve de se adaptar para encarar essa nova realidade”, aponta.




Limpeza constante

A Anvisa reforçou a importância da limpeza das mãos no ambiente de trabalho como uma das estratégias para reduzir o risco de transmissão e de contaminação pelo novo coronavírus. Todos os funcionários devem lavar cuidadosa e frequentemente as mãos, principalmente após tossir, espirrar, coçar ou assoar o nariz, coçar os olhos ou tocar na boca, preparar alimentos crus, como carne, vegetais e frutas, manusear celular, dinheiro, lixo, chaves, maçanetas, entre outros objetos, ir ao sanitário e após retornar dos intervalos.

A limpeza e desinfecção do ambiente também devem ser frequentes e sistematizadas. A recomendação é de que a empresa aperfeiçoe suas rotinas de limpeza, bem como a frequência. É necessário ficar atento não apenas com superfícies, mas com equipamentos e utensílios que entram em contato direto com o alimento. Banheiros, vestiários, vias de acesso, maçanetas das portas e corrimãos devem ter atenção redobrada.

Outra atenção é com o transporte de alimentos e suas matérias-primas, que também devem obedecer às boas práticas orientadas pela Anvisa. A recomendação é de que se faça a higienização dos transportes, para garantir a saúde e proteção dos colaboradores envolvidos nessa etapa.
Equipamentos de proteção

O principal aspecto abordado em uma das notas técnicas da Anvisa é o uso de luvas e máscaras por parte dos empregados dos estabelecimentos que trabalham com alimentação. A publicação lembra que nos restaurantes, lanchonetes e indústrias de alimentos o uso de luvas descartáveis não é uma exigência e não isenta o manipulador da lavagem das mãos.

As luvas passam uma falsa sensação de segurança, assim, as pessoas acabam negligenciando a constante lavagem das mãos. É preciso ficar atento, por exemplo, com outras atividades que podem ser feitas com a mesma luva que foi utilizada para preparar alimentos, como por exemplo manipular dinheiro ou fazer limpeza do balcão.

Em relação às máscaras, é possível o uso de produto caseiro, desde que confeccionado com material adequado, como algodão, usado de forma apropriada, trocado com frequência e, se reutilizado, deve ser previamente higienizado.

A frequência de troca da máscara deve considerar uma série de fatores, incluindo a extensão da jornada de trabalho e o tipo de atividade desenvolvida pelo funcionário. De maneira geral, recomenda-se a troca a cada 2 ou 3 horas de uso.

Hemerson Luz, infectologista, explica que as regras que estão sendo impostas devem ser seguidas com rigor para que essas atividades continuem ocorrendo. Segundo o especialista, os funcionários devem aprender como ocorre a transmissão do coronavírus, saber reconhecer os sintomas, inclusive alguns que até pouco tempo não eram citados, como a perda do olfato e do paladar, e ficar atento a detalhes que muitas vezes passam despercebido, como o trajeto até a empresa.

“Aqueles funcionários que pegam transporte público para chegar ao trabalho devem ser orientados a trocar de roupa, para quando chegar ao posto não usar a mesma vestimenta que foi utilizada no transporte público”, explica Hermerson.

Segundo o infectologista, tanto os empresários quanto os funcionários devem ficar atentos aos cuidados não só agora, no pico da pandemia, como também nos próximos meses, quando podem surgir focos isolados do novo coronavírus.

“Temos que considerar que o vírus ainda está circulando no nosso meio e o que se espera mais à frente, em uma fase mais avançada, é que apareçam focos de infecção em locais específicos, em escritórios e empresas, por exemplo. E nestes casos, medidas de isolamentos dessas áreas devem ser implementadas”, ressalta.

Conheça os tipos de máscaras e como cuidar corretamente da sua durante a pandemia de Covid-19

Portaria define medidas de prevenção da Covid-19 em frigoríficos e indústrias de laticínios
Vigilância

As normas que devem ser seguidas pelos estabelecimentos que manipulam alimentos são fiscalizadas pelos departamentos de Vigilância Sanitária de cada município, que neste momento de pandemia, além das inspeções de rotina, em datas programadas, também observam as orientações das boas práticas para evitar maiores problemas de contágio.

Denilda Santana, coordenadora da Vigilância Sanitária de Aracaju, conta que os estabelecimentos são sempre orientados quanto as novas diretrizes e são passíveis de notificação caso haja descumprimento. A coordenadora lembra que o sistema de delivery aumentou bastante neste momento de pandemia e que o setor deve estar atento a cuidados específicos.

“As entregas devem ser cobertas com embalagens que possam ser higienizadas, para que o cliente possa proceder com esse procedimento e diminuir a proliferação do vírus”, destaca.

Denilda explica que a Vigilância trabalha em conjunto com o consumidor, ou seja, as próprias pessoas devem fazer, também, a inspeção dos estabelecimentos, verificando se os funcionários estão cumprindo com as orientações. Caso não estejam, os consumidores podem fazer a denúncia por meio da ouvidoria da Secretaria de Saúde do município ou até mesmo diretamente com a vigilância sanitária, que de posse do alerta, verifica o local indicado.


Fonte: Brasil 61


domingo, 14 de junho de 2020

Pandemia da Covid-19 expõe fragilidade da conexão de internet no Brasil



A falta de acesso à internet ou a má qualidade do serviço têm sido queixas frequentes durante a pandemia do novo coronavírus. Em maio deste ano, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou 73 mil reclamações referentes ao serviço de banda larga, no mesmo mês do ano passado 47 mil queixas foram registradas, o que representa um aumento de 55,3%.

A disparada nas reclamações está ligada ao aumento do consumo da internet que, durante a pandemia, cresceu entre 40% e 50% segundo a Anatel. Com a pandemia do novo coronavírus, a má qualidade ou a falta de internet no país ficou escancarada. Diversas pessoas enfrentam dificuldades para trabalhar e estudar em casa e milhões de trabalhadores se dirigem a agências da Caixa para tirar dúvidas sobre o Auxílio Emergencial.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, disse que o Governo Federal está aprimorando o mapeamento da conectividade no país. “Uma das necessidades que nós colocamos aqui no ministério, e nós temos a Infraestrutura para isso, é de fazer critérios indicadores. Você não consegue controlar um projeto e programas se você não tiver esses critérios claros. É preciso saber o que precisa ser feito e em que ponto está”, afirmou o titular da pasta. Dados divulgados pelo IBGE mostram que, em 2018, 45,9 milhões de brasileiros não tinham acesso à internet. O número corresponde a 25,4% de toda a população acima de 10 anos de idade.

Segundo a CNM, cabe à União estabelecer normas gerais de telecomunicação e é de responsabilidade dos municípios a implementação de normas urbanísticas para a instalação dos serviços e atividades relacionadas ao setor. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) afirma que leis municipais precisam ser modernizadas, sobretudo diante do surgimento da conexão 5G. “A legislação municipal precisa trazer normas para a instalação dessa nova tipologia de antena, porque senão vai haver uma dificuldade do 5G no país”, disse a Analista em Planejamento Territorial da CNM, Karla França.